San Pedro de Atacama, Chile: Sandboarding no Deserto do Atacama e Valle de La Luna

San Pedro de Atacama é uma cidadezinha muito interessante localizada próximo a fronteira do Chile com a Bolívia e como o próprio nome já diz, bem no Deserto do Atacama. Estima-se que os primeiros pueblos do extremo norte do Chile habitaram a região 11.000 anos atrás. Os Atacameños deram origem a “Cultura San Pedro” e chegaram a ser o pueblo pré-colombiano mais desenvolvido do Chile e se apresentaram como um povo pacífico diante das chegadas das expedições espanholas lideradas por Diego de Almagro e Pedro de ValdíviaAtualmente com cerca de 2.500 habitantes dedicados à agricultura e ao turismo, foi um centro de parada dos colonizadores espanhóis e originou-se a partir de sua Igreja de San Pedro, construída pelos jesuítas espanhóis no início do século XVIII San Pedro do Atacama foi o principal centro da cultura atacameña e atualmente é considerada a Capital Arqueológica do Chile.

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As ruas estreitas de terra batida da charmosa San Pedro de Atacama, Chile. Foto: Guilherme Mendes Thomaz

Eu e o Gabriel chegamos em San Pedro de Atacama por volta de meio-dia e como eu não havia pesquisado nada sobre lá e pela cidade estar localizada no meio do Deserto do Atacama eu pensei que seria tipo Uyuni (Bolívia), ou seja, sem nada pra fazer e nem um pouco atrativa. Muito pelo contrário, San Pedro do Atacama me surpreendeu muito!  Ao entrar na cidade caminhando, já deu pra ver que a cidade possui uma infra-estrutura turística excelente, com muitos hostels, lojas de artesanatos, bares, restaurantes, agências de turismo e as casinhas e ruas estreitas de terra batida deixam a cidade ainda mais charmosa. A cidade é o típico cenário daqueles antigos filmes de Faroeste, muito louco! Além de muitos turistas, tem MUITOS cachorros de ruas também!

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San Pedro de Atacama, Chile. Foto: Guilherme Mendes Thomaz

Muitas pessoas nos abordaram na rua oferecendo hostel e passeios, mas como estávamos acostumados com os valores do Peru e da Bolívia, assustamos um pouco com preço e decidimos andar pela cidade em busca de um hostel bom e barato. O Chile é bem mais caro que o Peru e a Bolívia mas ainda é mais barato que o Brasil! Uma menina nos ofereceu um hostel e quando começamos a conversar em português para decidir ela disse que também era brasileira. Inicialmente a Flávia tinha nos oferecido por 10.000, mas depois que descobriu que éramos brasileiros ela abaixou para 7.000…6.000 e eu falei “por 5.000 a gente fica agora” e ela muito gente boa aceitou! Além do desconto e suporte que a Flávia nos deu, o Hostel Ayllu (Calle Toconao, 479) era bem bom. Recomendo!

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Sandboarding no Deserto do Atacama

Depois de deixar nossas coisas, fomos comprar as passagens pra Santiago de Chile pro dia seguinte e fazer algum passeio. Há vários passeios legais pra fazer na região como as Ruínas de Tulor, Lagunas Altiplanicas, Fortaleza Pukara de Quitor, Valle de La Luna (Vale da Lua), Valle de La Muerte (Vale da Morte), Toconao y Salar de Atacama, Geyser del Tatio localizados aos pés do vulcão Tatio, Termas de Puritama e Vulcão Licancabur, mas como havíamos acabados de chegar do passeio do Salar de Uyuni de 3 dias que como vocês podem ver no post Salar de Uyuni Tour: Passeio de 3 dias saindo de Uyuni (Bolívia) até San Pedro do Atacama (Chile), é no mesmo estilo. Como queríamos fazer algo diferente fechamos um passeio na Teckara Turismo (Calle Caracoles com Taconao, 455) por 10.000 pesos chilenos (R$ 40) para fazer Sandboarding no Deserto do Atacama e depois visitar o Valle de La Luna.

Depois de almoçar um delicioso e econômico Ají de Gallina no restaurante La Piká Atacameña (ao lado do Ayllu Hostel na Calle Tacanao) por 2.000 (R$ 8), às 14h nos encontramos na agência e uma van levou nosso grupo para umas dunas do Valle de La Muerte, há uns 15 minutos de San Pedro do Atacama. Depois das instruções, fomos descer as dunas. Era minha primeira vez Sandboarding mas como já tinha feito Snowboard em Lake Tahoe algumas vezes, não foi difícil! Foi muito bom ter a sensação de liberdade novamente mas em vez de descer as montanhas de neve, descer as dunas de areia do Deserto do Atacama com vulcões com neve no topo ao fundo… foi espetacular!

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Sandboarding no Deserto do Atacama – San Pedro de Atacama, Chile. Sensacional!

Depois que cansamos de subir e descer, a empresa ainda tinha uma caixa térmica com cerveja gelada de cortesia para todo mundo e depois fomos visitar o Valle de La Luna. Assistimos o pôr-do-sol lá, que também é incrível e ao invés de cerveja eles nos ofereceram Pisco! Recomento muito essa empresa!

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Valle de La Luna – San Pedro de Atacama, Chile. Foto: Guilherme Mendes Thomaz

Apesar de ser uma cidadezinha pacata e ter muitos bares, as festas são proibidas na cidade. Mas como muitos jovens chilenos vão trabalhar em San Pedro de Atacama, sempre tem festa rolando na cidade. Nosso instrutor/guia do passeio era um cara novo, tinha morado no Brasil um tempo e como conversou bastante com a gente, nos chamou pra uma festa. Enquanto estavamos procurando um lugar pra jantar, vimos uma galera ditribuindo discretamente uns papéizinhos brancos que eram o flyer da festa.

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Los Perros de San Pedro de Atacama, Chile. Foto: Gabriel Turano

Chegamos no hostel e fomos dormir um pouco para descansar pra festa. Acordei e quando fui chamar o Gabriel o cara não acordava, tava derrotado. Como fazia um tempinho que eu não fazia nada, decidi ir sozinho mesmo, na carreira solo. Quem me conhece sabe que eu não tenho o menor problema com isso mas eram 1h30 da manhã e a cidade estava bem escura e totalmente D-E-S-E-R-T-A! Mesmo assim decidi ir e só depois de atravessar a Praça principal da cidade é que vi alguma pessoas na rua que estavam indo pra festa, que era em uma casa um pouco afastada da cidade. Apesar de ser festa em casa, eles cobram 2.000 de entrada que é para pagar a propina para os Carabineiros de Chile, a polícia chilena. Interessante não? Entrei e dei sorte de encontrar um italiano que estava no hostel também e depois que ele decidiu ir embora acabei conhecendo umas chilenas bem legais e fiquei com elas lá. Quando saí da festa com uma das meninas um perrito foi me seguindo até o hotel que ela trabalhava e depois foi até o hostel comigo. Só tinha eu e ele na cidade, foi muito estranho! Ele andava do meu lado e parecia um cão de guarda ou anjo da guarda, sei lá.

Na manhã seguinte fomos dar uma volta pela cidade, visitamos a Plaza y Iglesia San Pedro, o Centro artesanal de San Pedro do Atacama e como íamos pegar o ônibus para Callama às 14h e depois para Santiago, não deu tempo de visitar o Museu Arqueológico Gustavo Le Paige, que apresenta uma completa exposição de cerâmica atacamenha, múmias, tecidos e outros objetos religiosos e cotidianos que revelam a riqueza da cultura local. Uma pena não ter visitado o museu!

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Iglesia San Pedro – San Pedro de Atacama, Chile. Foto: Guilherme Mendes Thomaz

Enfim, 1 dia foi pouco para San Pedro de Atacama. Quem puder e tiver mais tempo, recomendo ficar de 2 a 3 dias para conhecer tudo o que a cidade e o entorno oferece.

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La Paz, Bolívia: Capital Administrativa e Sede do Governo da Bolívia

La Paz é o município mais populoso da Bolívia e embora Sucre seja legalmente a capital do país, La Paz é a capital administrativa e sede do governo da Bolívia desde 1898. Localizada a aproximadamente 3.660 metros de altitude, é a capital mais elevada do mundo!

A cidade foi construída entre um vale profundo cercada de montes e montanhas da Cordilheira dos Andes. Chegando em La Paz, você tem uma vista interessante da cidade inteira e como muitas casas não tem acabamento, da a impressão de que a cidade é uma favela gigantesca dentro de um buraco (não que não seja… brincadeira).

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Vista de La Paz, Bolívia. Foto: Murilo Mendes Thomaz

Para ir até La Paz pegamos o barco da Isla Del Sol para Copacabana às 10h30 e às 13h30 pegamos o ônibus para La Paz. A viagem dura aproximadamente 3h e é bem tranquila. A estrada é normal e o ônibus atravessa um rio em uma balsa bem precária que só cabe o ônibus. Os passageiros atravessam em uns barquinhos e o valor da travessia é de 2 bolivianos (R$ 0,25).

Chegamos em La Paz e fomos para o Bash and Crash Hostel (Calle Ingavi, 681), a mesma rede que ficamos em Copacabana. O hostel é bom e está a menos de 10 minutos caminhando da Rodoviária de La Paz. Ficamos em um quarto com 8 pessoas e a diária custou 39 bolivianos (R$ 10).

Lanches-La-Paz-BoliviaAnoiteceu e fomos procurar alguma coisa pra comer. Acabamos indo pra um lugar que é tipo uma feirinha e comemos uns lanches na rua que estavam com uma cara bem boa. Na Bolívia não tem muito essa de higiene e eles fazem os lanches com a mão mesmo, mas como isso faz parte da cultura e da experiência. Havia 2 tipos de lanches: hambúrguer, res (carne) e choripan (salsicha/lingüiça) e de acompanhamentos tinha vinagrete, cebola, pimentão, ovo, catchup, mostarda e maionese. O preço varia conforme os acompanhamentos e fica entre 5 – 12 bolivianos (R$ 1 – 3). Do lado dessas barraquinhas tem umas barracas que vendem umas garrafinhas de vidro de Coca, Sprite e Fanta por 1 boliviano (R$ 0,25). Muito barato!

Voltamos ao hostel e como era sábado e St. Patrick’s Day, rolou uma festa no bar do hostel.  A cerveja custava 15 bolivianos (+- R$ 4) e quem estivesse de verde ganhava jelly shots e free shots de várias bebidas. A festa tava bem animada e quando foram 2h todo mundo (menos o meu irmão Murilo, o Gringo e o Gabriel) foi para uma balada chamada Blue HouseEntrei na balada e me perdi das meninas do Peru que eu estava e fiquei na carreira solo. A balada era bem legal, a música era boa e estava lotada de gringos e gringas. Recomendo!

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Plaza Murillo, La-Paz

Em nosso 2ª dia em La Paz o Gabriel foi fazer o passeio de bicicleta pela estrada da Morte mas nós não fomos (eu me arrependi de não ter ido!) e visitamos o centro da cidade, praças, monumentos, prédio históricos, Mercado das Bruxas e almoçamos no Hotel Radisson de La Paz (Av. 16 de Julio, 1789) por 100 bolivianos (R$25). Considerando o valor em bolivianos é absurdamente caro, mas como em R$ não era muito, decidimos experimentar. A comida estava boa mas poderia estar melhor. Eu não achei que valeu a pena pelo fato de que poderíamos ter comido em algum restaurante e gastado bem menos.

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La-Paz, Bolívia. Foto: Murilo Mendes Thomaz

Também compramos o passeio Chacaltaya e Vale de La Luna na agência do hostel para visitar no dia seguinte. O passeio foi bem legal mas não recomendo a agência pois eles tentaram nos enganar ou segundo o responsável “houve um mal entendido”. Contratamos esse passeio por 120 bolivianos e as entradas para visitar Chacaltaya e o Vale de La Luna (15 bolivianos cada) não estavam inclusas. Como se não bastasse isso, conversando com outros brasileiros que estavam na mesma van, eles nos disseram que pagaram 50 bolivianos pelo mesmo passeio. Portanto, pesquise os valores!

No próximo post falarei sobre o Passeio Chacaltaya e Valle de La Luna!

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