Machu Picchu: a Cidade Perdida dos Incas

Machu Picchu, a Cidade Perdida dos Incas

Machu Picchu, a Cidade Perdida dos Incas.

Machu Picchu, a Cidade Perdida dos Incas, está localizada à aproximadamente 2.400 metros na Cordilheira dos Andes, no Peru, e por ser o principal legado do Império Inca, é um dos sítios arqueológicos mais famosos e um dos atrativos turísticos mais visitados do mundo. Em 1983, o Santuário Histórico de Machu Picchu foi declarado Patrimônio Cultural e Natural da Humanidade pela UNESCO e em 2007 foi eleito como umas das 7 Maravilhas do Mundo Moderno!

O DESCOBRIMENTO

Há muitas discussões e histórias sobre o descobrimento de Machu Picchu, porém, o atual Parque Arqueológico Nacional de Machu Picchu  foi (re)descoberto e apresentado ao mundo pelo historiador americano Hiram Bringman, em 24 de julho de 1911 (tarde né?). Guiado até o cume por um dos meninos das duas famílias de pastores que residiam no entorno do local, o historiador viu as construções arqueológicas cobertas pelo manto verde da vegetação tropical e em evidente estado de abandono há muitos séculos. Apenas 30% da cidade é de construção original, o restante foi (e está sendo) reconstruído.

HISTÓRIA

Pouco se sabe sobre a história do principal legado do Império Inca. Além de não haver relatos nas crônicas dos conquistadores espanhóis, as edificações de Machu Picchu estão intactas aos característicos atos de destruição realizado pelos espanhóis em outros locais sagrados, o que ressalta a teoria de que os espanhóis nunca a encontraram.  Há diversas teorias sobre a função de Machu Picchu, porém, a teoria mais recente, aceita e apresentada pelos guias afirma que foi um estado do famoso Imperador Inca Pachacuti (1438–1472) construído com o objetivo de supervisionar a economia das regiões conquistadas e com o propósito secreto de refugiar o soberano Inca em caso de ataque. A cidade foi planejada e construída estrategicamente no alto de uma montanha, cercada por outras montanhas (como Waynapicchu, a montanha que aparece atrás das ruínas nos cartões postais) e circundada pelo rio Urubamba. Machu Picchu foi também um grande centro de estudos, onde se ensinava Astronomia, Agronomia, Medicina, Arquitetura, entre outras atividades. Portanto, também é considerada a primeira Universidade das Américas.

Machu Picchu e Waynapicchu (ao fundo). Foto: Guilherme Mendes Thomaz

Machu Picchu e Waynapicchu (montanha ao fundo). Foto: Guilherme Mendes Thomaz

O complexo de Machu Picchu está claramente dividido em duas grandes zonas: a Zona Agrícola, formada por conjuntos de terraços de cultivo e recintos de armazenagem de alimentos (ao sul) e a Zona Urbana, onde viviam os ocupantes e onde se desenvolviam as principais atividades civis e religiosas, destacando as casas, templos, praças e a engenharia hidráulica do local.

Enfim, há muitas coisas interessantes em Machu Picchu, uma mais fascinante que a outra! Para ter ideia isso foi apenas uma pequena introdução perto da experiência e de tudo o que se aprende visitando esse lugar fascinante!

A EXPERIÊNCIA

Acordamos às 4h30, tomamos café da manhã e já saímos para poder pegar os ônibus que levam a Machu Picchu a cada 15 minutos à partir da 5h30 por U$ 17 (Ida e Volta)e dura 10 minutos. Acabamos pegando o ônibus só as 6h30 porque esquecemos de imprimir o ticket de Machu Picchu quando compramos e tivemos que encontrar um lugar para imprimir. As entradas para Macchu Picchu SÓ podem ser compradas antecipadamente pela Internet (http://www.machupicchu.gob.pe/) ou presencialmente nos escritórios do Ministerio de Cultura – Dirección Regional de Cultura de Cusco ou de Águas Calientes (Av. de la Cultura, 238 Condominio Huascar –  Cusco).  No próprio site há um alterta sobre a vendas de ingressos falsos em Cusco.

Entrada para subir até Waynapicchu. Apenas 400 pessoas por dia!

Entrada para subir até Waynapicchu. Apenas 400 pessoas por dia!

Há 4 tipos de ingressos: Machu Picchu (128 soles – R$ ); Machu Picchu – Museo (150 soles – R$ ); Machu Picchu – Waynapicchu (152 soles – R$), preços para ADULTOS EXTRANGEIROS. O ingresso Machu Picchu – Waynapicchu” é o único que da o direito de subir Waynapicchu (a montanha que aparece atrás das ruínas nos cartões postais) e são disponibilizados apenas 400 ingressos disponíveis por dia, divididos em 2 grupos: 200 pessoas das 7h às 8h e as outras 200 das 10h às 11h. Portanto, compre com certa antecedência se quiser subir Waynapicchu!

Como compramos o Machu Picchu – Waynapicchu das 7h, chegamos ao Parque Arqueológico Nacional de Machu Picchu  e fomos direto para a entrada de Waynapicchu. É bom chegar cedo para ser um dos primeiros a entrar e garantir os melhores lugares para curtir e observar Macchu Picchu lá de cima. A “escalada/trilha” até o topo dura de 1h a 2h e a altitude, a inclinação, quantidade de degraus e penhascos que requerem muita atenção, deixam a subida ainda mais emocionante e desafiadora. Mesmo sendo perigosa, pessoas de todas as idades inclusive um casal de argentinos se revezando para carregar a filha deles de uns 3 anos nas costas… Loucura? Irresponsabilidade? Incentivo? Seja o que for,  sorte dela de conhecer lugares incríveis assim tão cedo!

Fomos um dos primeiros a chegar ao topo de Waynapicchu e o fato de estar nublado e não conseguirmos ver nada primeiramente nos deixou frustrado mas ao mesmo tempo despertou uma ansiedade e uma expectativa muito grande. Pegamos uma das melhores pedras para sentar (a mesma pedra da escadinha de madeira) e a cada movimentação das nuvens era uma enorme expectativa de todos. Depois de muita movimentação, o tempo abriu e conseguimos ver Machu Picchu lá longe e foi uma sensação muito emocionante!

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Machu Picchu visto do topo da montanha de Waynapicchu. Foto: Guilherme Mendes Thomaz

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Nosso grupo de Machu Picchu.

Depois de curtir e tirarmos muitas fotos, descemos e aí sim fomos visitar Machu Picchu, de perto. Descendo Waynapicchu, chegamos a Macchu Picchu pela parte de trás e voltamos a entrada do parque para contratarmos um guia turístico. Estavamos em 8 pessoas e fechamos uma visita guiada de aproximadamente 3 horas, em espanhol, com um guia excelente por 100 soles (R$  ), muito barato! Caso esteja sozinho ou em um grupo pequeno, entre em outro ou forme um grupo! Sem as informações, curiosidades e conhecimentos que eles nos passou, Machu Picchu seria apenas pedras… Sério! Não deixe de contratar um guia!

Após o término do tour, por volta das 15h30 o parque já estava bem vazio pois os trens voltam a Ollantaytambo/Cusco neste horário. Como íamos pegar o trem apenas no dia seguinte, ficamos curtindo Machu Picchu e depois subimos até a Casa dos Guardiões. Ficamos sentados lá apreciando a paisagem até as 18h, hora que o parque fecha. Foi incrível passar 12 horas em Machu Picchu, mas de acordo com o nosso guia, isso não será mais possível, pois a partir de Julho de 2012 os visitantes poderão passar apenas 3 horas no Parque Arqueológico Nacional de Machu Picchu para reduzir os impactos causados pela atividade turística.

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Murilo e Pedro curtindo o fim de tarde em Machu Picchu. Foto: Guilherme Mendes Thomaz

No próximo post falarei sobre o nosso dia em Águas Calientes, volta a Cusco e ida a Copacabana, Bolívia! 

Clique aqui e confira mais fotos de Machu Picchu e Waynapicchu na página do I GET AROUND Travel Blog no Facebook !

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Lima: Huaca Pucllana, Parque do Amor e Praia de Miraflores (2º DIA – 07/03/2012)

No 2º dia em Lima visitamos Huaca Pucllana – Templo de Adoradores del Mar, um dos principais e mais conhecidos centros de poder religioso e administrativo dos antigos povos do Peru, que habitaram a região entre os anos de 200 e 700 d. C.

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Huaca Pucllana – Templo de Adoradores del Mar. Foto: Guilherme Mendes Thomaz

Localizada bem no centro do distrito de Miraflores (5 minutos caminhando do Ekeko Hostel), merece destaque sua arquitetura repleta de praças, bancadas, corredores, salas e rampas de acesso. Sua construção mais importante é a pirâmide de 25 metros de altura, totalmente construída com tijolos de adobe colocados verticalmente.

Huaca-Pucllana-Miraflores-Lima-PeruOs habitantes de Pucllana dedicavam-se a agricultura, pesca de peixes, mariscos e demonstravam ter pleno domínio e conhecimento do meio ambiente em que viviam. Além disso, construíram canais, lavouras, fabricaram embarcações mas se destacaram mesmo na fabricação de cerâmicas, tecidos, objetos metálicos, entre outros.Tubarões, ondas entre outros animais eram um dos principais ícones religiosos, frequentemente representados nas cerâmicas encontradas no local. No local também foram encontrados restos mortais de mulheres, resultado de anos de sacrifícios praticados pela cultura Lima, que acreditava que a maior oferenda a um deus era uma mulher, o ser responsável por dar a vida.

Do centro original de 20 hectares restaram apenas 6. Além do percurso pelo sítio arqueológico Huaca Pucllanna há, também, uma sala de exposição permanente, Parque de Flora e Fauna Nativa e uma área de tecnología tradicional.

HISTÓRIA E CURIOSIDADES DE HUACA PUCLLANA

A antiga ruína de Huaca de La Juliana possuia registros em textos técnicos de arqueólogos, proém até 1981 era apenas um monte de terra utilizado desde depósito de lixo e entulho até pista de MotoCross, sem contar a criminalidade e insegurança do local, que não havia nenhuma proteção ou cerca.

Apesar dos trabalhos arqueológicos iniciados em 1967, a situação só começou a mudar graças à iniciativa do município de Miraflores que em 1980, no “Fórum Miraflores 1997-2000″ , decidiu acabar com este “problema social” de Miraflores (um dos bairros mais nobres de Lima) e em 1982 os trabalhos para a recuperação do sítio arqueológico foram retomados. Dizem que foi curioso ver os vizinhos que se aproximavam para observar o trabalho dos arqueólogos e se surpreenderem ao ver que haviam estruturas sólidas e pisos muito bem elaborados com barro debaixo de todo aquele lixo.

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A parte restaurada e não restaurada de HuacaPucllana. Foto: Guilherme Mendes Thomaz

25 anos de trabalho persistente dos arqueólogos responsáveis não foram suficientes para restaurar toda a ruína. Os arqueólogos continuam diariamente e continuarão por mais alguns anos. O mais importante é que depois de muita pesquisa, conservação, trabalho persistente e o apoio da comunidade o Museo de Sitio Huaca Pucllana recuperou o seu valor, reconhecimento e é atualmente um dos principais atrativos turísticos em Lima!

Huaca Pucllana – Templo de Adoradores del Mar
Endereço: Calle General. Borgoño, Cuadra 8 s/n. Miraflores – Lima, Perú
Telefone: (511) 445-8695
E-mail: huacapucllana@hotmail.com
Ingresso: ESTUDANTES 5 soles (R$ 3,60) | INTEIRA: 12 soles (R$ 8,50) com direito a tour guiado de 40 – 60 minutos em espanhol ou inglês.
Clique aqui para mais informações! 

Mercado-Inca-Miraflores-Lima-PeruSaindo de lá fomos procurar algum restaurante para comer e acabamos parando no Restaurante Mary (Calle Enrique Palacios c/ Av. Comandante Espinar), um restaurante bem simples, caseiro e barato. O Menú Turístico incluía entrada, prato principal, sobremesa e suco por apenas 8 soles (R$ 5,80), muito barato!

Em seguida fomos conhecer o Mercado Inca de Lima (Av. Arequipa, 5031) e depois caminhamos até a Praia de Miraflores. Chegamos no Parque Del Amor, um parque super bonito, na beira de um penhasco e que se tem uma vista espetacular do Oceano Pacífico, principalmente no entardecer. Além disso uma escultura que mede 12m de largura por 3m de altura de um casal jovem se beijando chamada de “El Beso” e o muro ondulado repleto de frases românticas de diversos poetas peruanos deixam o parque ainda mais charmoso!

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Ficamos um pouco no parque, atravessamos a Ponte Villena Rey e depois descemos o penhasco para chegar até a praia. As praias de Miraflores são de pedra e a água é bem gelada, portanto, não são tão populares entre banhistas e turistas como as praias de areia localizadas a apenas algumas horas ao sul ou norte de Lima. Mesmo assim eu e meu irmão decidimos entrar no mar! Foi engraçado e perigoso ao mesmo tempo… o mar é bem agitado e para entrar é preciso esperar o tempo certo da onda bater na bancada de pedra e depois pular. Foi tudo tranquilo até decidirmos sair do mar (5 minutos depois haha), e além do mar puxar bastante, ao chegarmos na bancada de pedra é preciso “escalar” e como as pedras são pequenas e estão soltas, fica muito difícil e cansativo, sem contar as ondas batendo e trazendo mais pedras! Depois que “salvei” o meu irmão e enquanto o Gringo ainda gargalhava é fomos entender porque só haviam surfistas e outras 4 pessoas no mar além de nós! Clique aqui e confira um excelente post sobre as praias próximas de Lima que encontrei no blog Cup Things!

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Locais e turistas aproveitam tarde na Praia de Miraflores. Foto: Guilherme Mendes Thomaz

Na volta jantamos na La Lucha Sangucheria (Psje. Marcelino Champagnat 139 esq. Mártir Olaya), um lugar super bom e excelente para experimentar lances locais. Antes de voltarmos para o hostel, fomos comprar umas cervejas em um mercadinho, acabei conhecendo uma peruana e tomando cerveja com ela!

Clique aqui e confira mais fotos de Huaca Pucllana, Praia de Miraflores, Parque Del Amor na página do I GET AROUND Travel Blog no Facebook !

No próximo post irei falar sobre o nosso 3º dia em Lima: Museu Larco, Shopping Larcomar, Sala de Arte Contemporânea Luis Miró Quesada Garland e Aura, uma das baladas mais famosas de Lima.

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Lima e Ida a Cusco (4º DIA – 09/03/2012)

Cusco: Plaza de Armas, Saqsayhuamán, Boleto Turístico e Churrasco Inca (6º DIA – 11/03/2012)

Vale Sagrado dos Incas: Ollantaytambo e Águas Calientes (7ºDIA – 12/03/2012)

Machu Picchu: a Cidade Perdida dos Incas (8º DIA – 13/03/2012)

Copacabana, Bolívia: Lago Titicaca, Cerro do Calvário e Chicharrón de Trucha (10º DIA – 15/03/2012)

Isla del Sol, Lago Titicaca: a Ilha Sagrada dos Incas (11º DIA – 16/03/2012)

La Paz, Bolívia: Capital Administrativa e Sede do Governo da Bolívia

La Paz: Passeio Chacaltaya e Valle de La Luna

Salar de Uyuni Tour: Passeio de 3 dias saindo de Uyuni (Bolívia) até San Pedro do Atacama (Chile)

San Pedro de Atacama, Chile: Sandboarding no Deserto do Atacama e Valle de La Luna