Santiago, Chile: Dicas do que fazer, conhecer, hostels, bares e baladas em Santiago

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Providência – Santiago, Chile.

Santiago de Chile é a capital e o mais importante centro urbano, financeiro, cultural e administrativo do Chile. Localizada ao lado da Cordilheira dos Andes, Santiago foi fundada pelo conquistador espanhol Pedro de Valdívia no dia 12 de fevereiro de 1541 que a partir de então iniciou o processo de conquista do Chile. Santiago é uma cidade muito bonita, charmosa, moderna e encanta pela sua arquitetura, limpeza e história!

Santiago apresenta muitas atrações turísticas como praças, parques, monumentos, museus, centros culturais, eventos, teatros e com uma grande diversidade de restaurantes, bares e casas noturnas. Por ser uma cidade universitária, a vida noturna de Santiago é muito agitada e tem coisas pra fazer todos os dias da semana!

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Palacio de La Moneda – Santiago de Chile.

Eu já havia passado uma tarde em Santiago durante uma longa escala de um vôo para Califórnia em 2010 e mesmo conhecendo pouca coisa, gostei muito da cidade e desde então fiquei com muito vontade de voltar para conhecer de verdade, e valeu muito a pena!

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Vista da Cordilheira dos Andes – Santiago, Chile

Chegar na cidade de avião passando por cima das montanhas da Cordilheira dos Andes é com certeza o melhor “passeio”. Desta vez, infelizmente não fui de avião e como estava em San Pedro de Atacama, eu o Gabriel enfrentamos 24 horas de viagem de ônibus até chegar em Santiago. Apesar da distância, as paisagens do caminho são lindas e o ônibus da empresa  TURBUS é muito confortável, o duro foi aguentar uma mãe com uma filhinha e uma bebezinha chilena que estava aprendendo a falar sentadas bem atrás do nosso banco!

Cheguei em Santiago e gostei tanto que não consegui mais sair de lá. Foram 10 dias incríveis onde além de conhecer os principais atrativos turísticos e rever um dos meus melhores amigos da época do Intercâmbio, conheci uns cariocas e umas mineiras super legais em um supermercado, também fui em muitas baladas e festas de faculdade.

Como estou em outro mochilão pela Europa (agora de 3 meses) para finalizar o Mochilão pela América do Sul aqui no blog, vou fazer um breve resumo e dar dicas do que visitar, fazer, comer, hostels e é claro, dicas de festas e baladas em Santiago, que foi o que eu mais conheci!

O QUE FAZER EM SANTIAGO?

Para ter uma idéia do que fazer na cidade e ter uma breve introdução turística, recomendo muito o SANTIAGO FREE WALKING TOUR IN ENGLISH. Como o próprio nome já diz, o tour é em inglês e o “FREE” significa que é baseado em gorjetas ou como se diz em español “propinas voluntarias” onde no final do tour eles sugerem 5.000 pesos chilenos (R$ 20) e vale muito a pena. O tour tem aproximadamente 4 horas de duração e não é preciso reservar com antecedência, basta aparecer no horário e local de saída do tour (Catedral de Santiago, na Plaza de Armas às 10h ou 15h, você escolhe!) e procurar pelo guia, que provavelmente estará com uma camiseta vermelha escrita FREE TOUR. Mesmo quem não fala inglês, vale a pena fazer! O tour passa pelos principais atrativos turísticos de Santiago como: Plaza de Armas, Catedral de Santiago, Prefeitura de Santiago, Correios, Museu de Arte Pré-Colombiano, Antigo Congresso, Suprema Corte de Santiago, Palácio de La Moneda, Bolsa de Comercio, Teatro Municipal, Cerro Santa Lucia, Bairro Lastarria, Museu de Bellas Artes, Parque Forestal, Plaza Italia, Bairro Belavista, Cerro na Cristóbal e termina na casa de Santiago do Poeta chileno Pablo Neruda, que hoje é um museu muito interessante. Além curiosidades e explicações históricas apresentadas pelos guias locais, eles dão dicas preciosas e sugestões como tomar sorvete da Emporio de La Rosa e ir a La Piojera para tomar o melhor Terremoto e comer a melhor Chorrillana de Santiago. Clique aqui para maiores informações sobre o tour!

Depois do tour ou em outro dia, vale a pena visitar a Casa do Pablo Neruda que fica em Bellavista, o Pátio Bellavista, o Museu Pré-Colombiano, tomar um sorvete da Emporio de La Rosa sentado ou passeando pelo Parque Forestal e subir o Cerro San Cristóbal para ter uma vista panorâmica de Santiago maravilhosa! Apesar de eu não ter ido porque acabei me desencontrando do pessoal, quem foi visitar a Vinícula Concha y Toro gostou muito. Queríamos visitar o Valle Nevado mas acabou não dando certo também, mas deve ser legal.

Eu fui adiando tanto minha ida a Valparaíso e Viña Del Mar que acabei não indo conhecer, mas todo mundo que vai adora. São duas cidades portuárias e universitárias localizadas no entorno de Santiago. Dizem que dá pra conhecer as duas em um dia, mas  como não fui não posso dar a minha opinião!

BALADAS

Para começar, estrangeiros entram de graça na maioria das baladas em Santiago e mesmo as que não são de graça, basta entrar no site e colocar seu nome e caso você não tenha colocado, em nenhum lugar eu paguei mais do que 5.000 pesos chilenos (R$ 20) para entrar. A cerveja longneck custa de 1.500 – 3.000 pesos chilenos (R$6 – 12) e assim como em todas os lugares da América Latina, as baladas em Santiago eram muito animadas e tocava  muito reggaeton, house, black e claro, os sucessos brasileiros de Michel Teló, Gustavo Lima, Latino, entre outros.

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Las Urracas com os cariocas e as mineiras que conheci. Santiago, Chile

A que eu mais curti foi o Las Urracas mas também curti muito o Alto Barcelona, Galpón 9, Bar Constituición e a festa Miércoles Pó, organizada pelo coletivo Comunidad Pó de Santiago e que acontece toda 4ªfeira em um lugar diferente. Com exceção do Bar Constituición, não paguei para entrar em nenhuma. A maioria das baladas em Santiago não cobram entrada para gringos. Mas mesmo assim, a entrada não costuma ser cara não. Na época em que eu estava lá, o valor era de 5.000 pesos (R$ 20).

Outra coisa que foi legal é que como eu estava com um amigo chileno, tive a felicidade de ir a duas festas de faculdade, uma da Universidad Católica na praia e outra da Universidade de Chile, em um campus… Quem tiver a oportunidade ir não vai se arrepender!

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Fiesta de Universidad Catolica en la Playa – Santiago, Chile

BARES

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Terremoto do Bar La Piojera, a bebida tipica de Santiago, Chile.

O La Piojera é um must-go se você está em Santiago. É um bar tradicional que mais parece uma taberna (literalmente) e é frequentado por chilenos e estrangeiros com um interesse em comum: ficar bêbado, cantar e fazer novas amizades. Apesar de ser frequentado por estrangeiros, não tive a impressão de ser um lugar turístico, como o Bar do Alemão em Curitiba, por exemplo. Não deixe de experimentar as especialidades do La Piojera que são as bebidas Terremoto e Maremoto e as deliciosas Chorillanas. Terremoto é uma bebida doce e surpreendentemente forte feita com vinho branco, fernet e uma bola de sorvete de abacaxi no topo, uma delícia e como o próprio nome já diz, depois de 1 ou 2 desses você vê a Terra tremer. O Maremoto é uma variação do Terremoto feito com licor de menta. A Chorillana do La Piojera é considerada a melhor de Santiago e é uma porção de batata frita coberta com uma camada de tiras de carne acebolada e dois ovos fritos no topo, eu achei sensacional! Experiente e não vai se arrepender. Além disso, o lugar é barato!

Endereço: Calle Aillavilú Nº 1030, em frente ao Mercado Central | Estación Metro Calicanto contacto@lapiojera.cl

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Bar La Piojera – Santiago, Chile. Foto: Desconhecido(a)

Se você gosta de bar ou quer fazer um esquenta, a Calle Pío Nono é uma ótima opção. A Pio Nonno é uma rua cheia de bares e muito frequentada pelos universitários chilenos e turistas. As cervejas são baratas e lá também é possível experimentar o Terremoto e as Chorillanas. Experimente também o Pisco Sour e Piscola (Pisco com Coca-Cola), eu gostei bastante!

HOSTELS EM SANTIAGO

O ideal é onde a maioria das pessoas que vão para Santiago se hospedam no centro, na Calle Providência, próximo da Calle Pío Nono, Bellavista e da estação de Metro Baquedano, uma das principais de Santiago. Como não havíamos reservado com antecedência, enquanto estava com o Gabriel e antes de ir pra casa do meu amigo chileno fiquei hospedado no Hostal Forestal, Footsteps Hostel e a galera do Brasil que eu conheci estava hospeda no Ventana Sur Hostal. Além de ter opções de apartamentos bem econômicos (6.000 ou R$ 24), todos eles são muito bons e bem localizados, principalmente o Hostal Forestal.

DO AEROPORTO AO CENTRO: Apesar de ser um pouco afastado da cidade, é muito prático e fácil para chegar até o Centro da Cidade. A melhor opção é pegar um ônibus do Aeroporto (2.000 ou R$ 8) até a Estação de Metro Pajaritos e pegar o metro até o seu destino final, que se for na Calle Providência, próximo da Calle Pío Nono e da Bellavista, é só descer na Estação de Metro Baquedano, que também fica na linha Vermelha e está a 14 estações da Pajaritos. O trajeto de Baquedano até Pajaritos e o ônibus até o Aeroporto dura aproximadamente 1h – 1h30. Bem fácil!

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Esse foi o último post do Mochilão América do Sul, espero que todos tenham gostado e que os posts tenham sido úteis no planejamento do seu mochilão. Fique ligado nas próximas atualizações da Europa na página do Facebook. Obrigado!

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San Pedro de Atacama, Chile: Sandboarding no Deserto do Atacama e Valle de La Luna

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San Pedro de Atacama, Chile: Sandboarding no Deserto do Atacama e Valle de La Luna

San Pedro de Atacama é uma cidadezinha muito interessante localizada próximo a fronteira do Chile com a Bolívia e como o próprio nome já diz, bem no Deserto do Atacama. Estima-se que os primeiros pueblos do extremo norte do Chile habitaram a região 11.000 anos atrás. Os Atacameños deram origem a “Cultura San Pedro” e chegaram a ser o pueblo pré-colombiano mais desenvolvido do Chile e se apresentaram como um povo pacífico diante das chegadas das expedições espanholas lideradas por Diego de Almagro e Pedro de ValdíviaAtualmente com cerca de 2.500 habitantes dedicados à agricultura e ao turismo, foi um centro de parada dos colonizadores espanhóis e originou-se a partir de sua Igreja de San Pedro, construída pelos jesuítas espanhóis no início do século XVIII San Pedro do Atacama foi o principal centro da cultura atacameña e atualmente é considerada a Capital Arqueológica do Chile.

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As ruas estreitas de terra batida da charmosa San Pedro de Atacama, Chile. Foto: Guilherme Mendes Thomaz

Eu e o Gabriel chegamos em San Pedro de Atacama por volta de meio-dia e como eu não havia pesquisado nada sobre lá e pela cidade estar localizada no meio do Deserto do Atacama eu pensei que seria tipo Uyuni (Bolívia), ou seja, sem nada pra fazer e nem um pouco atrativa. Muito pelo contrário, San Pedro do Atacama me surpreendeu muito!  Ao entrar na cidade caminhando, já deu pra ver que a cidade possui uma infra-estrutura turística excelente, com muitos hostels, lojas de artesanatos, bares, restaurantes, agências de turismo e as casinhas e ruas estreitas de terra batida deixam a cidade ainda mais charmosa. A cidade é o típico cenário daqueles antigos filmes de Faroeste, muito louco! Além de muitos turistas, tem MUITOS cachorros de ruas também!

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San Pedro de Atacama, Chile. Foto: Guilherme Mendes Thomaz

Muitas pessoas nos abordaram na rua oferecendo hostel e passeios, mas como estávamos acostumados com os valores do Peru e da Bolívia, assustamos um pouco com preço e decidimos andar pela cidade em busca de um hostel bom e barato. O Chile é bem mais caro que o Peru e a Bolívia mas ainda é mais barato que o Brasil! Uma menina nos ofereceu um hostel e quando começamos a conversar em português para decidir ela disse que também era brasileira. Inicialmente a Flávia tinha nos oferecido por 10.000, mas depois que descobriu que éramos brasileiros ela abaixou para 7.000…6.000 e eu falei “por 5.000 a gente fica agora” e ela muito gente boa aceitou! Além do desconto e suporte que a Flávia nos deu, o Hostel Ayllu (Calle Toconao, 479) era bem bom. Recomendo!

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Sandboarding no Deserto do Atacama

Depois de deixar nossas coisas, fomos comprar as passagens pra Santiago de Chile pro dia seguinte e fazer algum passeio. Há vários passeios legais pra fazer na região como as Ruínas de Tulor, Lagunas Altiplanicas, Fortaleza Pukara de Quitor, Valle de La Luna (Vale da Lua), Valle de La Muerte (Vale da Morte), Toconao y Salar de Atacama, Geyser del Tatio localizados aos pés do vulcão Tatio, Termas de Puritama e Vulcão Licancabur, mas como havíamos acabados de chegar do passeio do Salar de Uyuni de 3 dias que como vocês podem ver no post Salar de Uyuni Tour: Passeio de 3 dias saindo de Uyuni (Bolívia) até San Pedro do Atacama (Chile), é no mesmo estilo. Como queríamos fazer algo diferente fechamos um passeio na Teckara Turismo (Calle Caracoles com Taconao, 455) por 10.000 pesos chilenos (R$ 40) para fazer Sandboarding no Deserto do Atacama e depois visitar o Valle de La Luna.

Depois de almoçar um delicioso e econômico Ají de Gallina no restaurante La Piká Atacameña (ao lado do Ayllu Hostel na Calle Tacanao) por 2.000 (R$ 8), às 14h nos encontramos na agência e uma van levou nosso grupo para umas dunas do Valle de La Muerte, há uns 15 minutos de San Pedro do Atacama. Depois das instruções, fomos descer as dunas. Era minha primeira vez Sandboarding mas como já tinha feito Snowboard em Lake Tahoe algumas vezes, não foi difícil! Foi muito bom ter a sensação de liberdade novamente mas em vez de descer as montanhas de neve, descer as dunas de areia do Deserto do Atacama com vulcões com neve no topo ao fundo… foi espetacular!

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Sandboarding no Deserto do Atacama – San Pedro de Atacama, Chile. Sensacional!

Depois que cansamos de subir e descer, a empresa ainda tinha uma caixa térmica com cerveja gelada de cortesia para todo mundo e depois fomos visitar o Valle de La Luna. Assistimos o pôr-do-sol lá, que também é incrível e ao invés de cerveja eles nos ofereceram Pisco! Recomento muito essa empresa!

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Valle de La Luna – San Pedro de Atacama, Chile. Foto: Guilherme Mendes Thomaz

Apesar de ser uma cidadezinha pacata e ter muitos bares, as festas são proibidas na cidade. Mas como muitos jovens chilenos vão trabalhar em San Pedro de Atacama, sempre tem festa rolando na cidade. Nosso instrutor/guia do passeio era um cara novo, tinha morado no Brasil um tempo e como conversou bastante com a gente, nos chamou pra uma festa. Enquanto estavamos procurando um lugar pra jantar, vimos uma galera ditribuindo discretamente uns papéizinhos brancos que eram o flyer da festa.

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Los Perros de San Pedro de Atacama, Chile. Foto: Gabriel Turano

Chegamos no hostel e fomos dormir um pouco para descansar pra festa. Acordei e quando fui chamar o Gabriel o cara não acordava, tava derrotado. Como fazia um tempinho que eu não fazia nada, decidi ir sozinho mesmo, na carreira solo. Quem me conhece sabe que eu não tenho o menor problema com isso mas eram 1h30 da manhã e a cidade estava bem escura e totalmente D-E-S-E-R-T-A! Mesmo assim decidi ir e só depois de atravessar a Praça principal da cidade é que vi alguma pessoas na rua que estavam indo pra festa, que era em uma casa um pouco afastada da cidade. Apesar de ser festa em casa, eles cobram 2.000 de entrada que é para pagar a propina para os Carabineiros de Chile, a polícia chilena. Interessante não? Entrei e dei sorte de encontrar um italiano que estava no hostel também e depois que ele decidiu ir embora acabei conhecendo umas chilenas bem legais e fiquei com elas lá. Quando saí da festa com uma das meninas um perrito foi me seguindo até o hotel que ela trabalhava e depois foi até o hostel comigo. Só tinha eu e ele na cidade, foi muito estranho! Ele andava do meu lado e parecia um cão de guarda ou anjo da guarda, sei lá.

Na manhã seguinte fomos dar uma volta pela cidade, visitamos a Plaza y Iglesia San Pedro, o Centro artesanal de San Pedro do Atacama e como íamos pegar o ônibus para Callama às 14h e depois para Santiago, não deu tempo de visitar o Museu Arqueológico Gustavo Le Paige, que apresenta uma completa exposição de cerâmica atacamenha, múmias, tecidos e outros objetos religiosos e cotidianos que revelam a riqueza da cultura local. Uma pena não ter visitado o museu!

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Iglesia San Pedro – San Pedro de Atacama, Chile. Foto: Guilherme Mendes Thomaz

Enfim, 1 dia foi pouco para San Pedro de Atacama. Quem puder e tiver mais tempo, recomendo ficar de 2 a 3 dias para conhecer tudo o que a cidade e o entorno oferece.

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Machu Picchu: a Cidade Perdida dos Incas

Machu Picchu, a Cidade Perdida dos Incas

Machu Picchu, a Cidade Perdida dos Incas.

Machu Picchu, a Cidade Perdida dos Incas, está localizada à aproximadamente 2.400 metros na Cordilheira dos Andes, no Peru, e por ser o principal legado do Império Inca, é um dos sítios arqueológicos mais famosos e um dos atrativos turísticos mais visitados do mundo. Em 1983, o Santuário Histórico de Machu Picchu foi declarado Patrimônio Cultural e Natural da Humanidade pela UNESCO e em 2007 foi eleito como umas das 7 Maravilhas do Mundo Moderno!

O DESCOBRIMENTO

Há muitas discussões e histórias sobre o descobrimento de Machu Picchu, porém, o atual Parque Arqueológico Nacional de Machu Picchu  foi (re)descoberto e apresentado ao mundo pelo historiador americano Hiram Bringman, em 24 de julho de 1911 (tarde né?). Guiado até o cume por um dos meninos das duas famílias de pastores que residiam no entorno do local, o historiador viu as construções arqueológicas cobertas pelo manto verde da vegetação tropical e em evidente estado de abandono há muitos séculos. Apenas 30% da cidade é de construção original, o restante foi (e está sendo) reconstruído.

HISTÓRIA

Pouco se sabe sobre a história do principal legado do Império Inca. Além de não haver relatos nas crônicas dos conquistadores espanhóis, as edificações de Machu Picchu estão intactas aos característicos atos de destruição realizado pelos espanhóis em outros locais sagrados, o que ressalta a teoria de que os espanhóis nunca a encontraram.  Há diversas teorias sobre a função de Machu Picchu, porém, a teoria mais recente, aceita e apresentada pelos guias afirma que foi um estado do famoso Imperador Inca Pachacuti (1438–1472) construído com o objetivo de supervisionar a economia das regiões conquistadas e com o propósito secreto de refugiar o soberano Inca em caso de ataque. A cidade foi planejada e construída estrategicamente no alto de uma montanha, cercada por outras montanhas (como Waynapicchu, a montanha que aparece atrás das ruínas nos cartões postais) e circundada pelo rio Urubamba. Machu Picchu foi também um grande centro de estudos, onde se ensinava Astronomia, Agronomia, Medicina, Arquitetura, entre outras atividades. Portanto, também é considerada a primeira Universidade das Américas.

Machu Picchu e Waynapicchu (ao fundo). Foto: Guilherme Mendes Thomaz

Machu Picchu e Waynapicchu (montanha ao fundo). Foto: Guilherme Mendes Thomaz

O complexo de Machu Picchu está claramente dividido em duas grandes zonas: a Zona Agrícola, formada por conjuntos de terraços de cultivo e recintos de armazenagem de alimentos (ao sul) e a Zona Urbana, onde viviam os ocupantes e onde se desenvolviam as principais atividades civis e religiosas, destacando as casas, templos, praças e a engenharia hidráulica do local.

Enfim, há muitas coisas interessantes em Machu Picchu, uma mais fascinante que a outra! Para ter ideia isso foi apenas uma pequena introdução perto da experiência e de tudo o que se aprende visitando esse lugar fascinante!

A EXPERIÊNCIA

Acordamos às 4h30, tomamos café da manhã e já saímos para poder pegar os ônibus que levam a Machu Picchu a cada 15 minutos à partir da 5h30 por U$ 17 (Ida e Volta)e dura 10 minutos. Acabamos pegando o ônibus só as 6h30 porque esquecemos de imprimir o ticket de Machu Picchu quando compramos e tivemos que encontrar um lugar para imprimir. As entradas para Macchu Picchu SÓ podem ser compradas antecipadamente pela Internet (http://www.machupicchu.gob.pe/) ou presencialmente nos escritórios do Ministerio de Cultura – Dirección Regional de Cultura de Cusco ou de Águas Calientes (Av. de la Cultura, 238 Condominio Huascar –  Cusco).  No próprio site há um alterta sobre a vendas de ingressos falsos em Cusco.

Entrada para subir até Waynapicchu. Apenas 400 pessoas por dia!

Entrada para subir até Waynapicchu. Apenas 400 pessoas por dia!

Há 4 tipos de ingressos: Machu Picchu (128 soles – R$ ); Machu Picchu – Museo (150 soles – R$ ); Machu Picchu – Waynapicchu (152 soles – R$), preços para ADULTOS EXTRANGEIROS. O ingresso Machu Picchu – Waynapicchu” é o único que da o direito de subir Waynapicchu (a montanha que aparece atrás das ruínas nos cartões postais) e são disponibilizados apenas 400 ingressos disponíveis por dia, divididos em 2 grupos: 200 pessoas das 7h às 8h e as outras 200 das 10h às 11h. Portanto, compre com certa antecedência se quiser subir Waynapicchu!

Como compramos o Machu Picchu – Waynapicchu das 7h, chegamos ao Parque Arqueológico Nacional de Machu Picchu  e fomos direto para a entrada de Waynapicchu. É bom chegar cedo para ser um dos primeiros a entrar e garantir os melhores lugares para curtir e observar Macchu Picchu lá de cima. A “escalada/trilha” até o topo dura de 1h a 2h e a altitude, a inclinação, quantidade de degraus e penhascos que requerem muita atenção, deixam a subida ainda mais emocionante e desafiadora. Mesmo sendo perigosa, pessoas de todas as idades inclusive um casal de argentinos se revezando para carregar a filha deles de uns 3 anos nas costas… Loucura? Irresponsabilidade? Incentivo? Seja o que for,  sorte dela de conhecer lugares incríveis assim tão cedo!

Fomos um dos primeiros a chegar ao topo de Waynapicchu e o fato de estar nublado e não conseguirmos ver nada primeiramente nos deixou frustrado mas ao mesmo tempo despertou uma ansiedade e uma expectativa muito grande. Pegamos uma das melhores pedras para sentar (a mesma pedra da escadinha de madeira) e a cada movimentação das nuvens era uma enorme expectativa de todos. Depois de muita movimentação, o tempo abriu e conseguimos ver Machu Picchu lá longe e foi uma sensação muito emocionante!

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Machu Picchu visto do topo da montanha de Waynapicchu. Foto: Guilherme Mendes Thomaz

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Nosso grupo de Machu Picchu.

Depois de curtir e tirarmos muitas fotos, descemos e aí sim fomos visitar Machu Picchu, de perto. Descendo Waynapicchu, chegamos a Macchu Picchu pela parte de trás e voltamos a entrada do parque para contratarmos um guia turístico. Estavamos em 8 pessoas e fechamos uma visita guiada de aproximadamente 3 horas, em espanhol, com um guia excelente por 100 soles (R$  ), muito barato! Caso esteja sozinho ou em um grupo pequeno, entre em outro ou forme um grupo! Sem as informações, curiosidades e conhecimentos que eles nos passou, Machu Picchu seria apenas pedras… Sério! Não deixe de contratar um guia!

Após o término do tour, por volta das 15h30 o parque já estava bem vazio pois os trens voltam a Ollantaytambo/Cusco neste horário. Como íamos pegar o trem apenas no dia seguinte, ficamos curtindo Machu Picchu e depois subimos até a Casa dos Guardiões. Ficamos sentados lá apreciando a paisagem até as 18h, hora que o parque fecha. Foi incrível passar 12 horas em Machu Picchu, mas de acordo com o nosso guia, isso não será mais possível, pois a partir de Julho de 2012 os visitantes poderão passar apenas 3 horas no Parque Arqueológico Nacional de Machu Picchu para reduzir os impactos causados pela atividade turística.

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Murilo e Pedro curtindo o fim de tarde em Machu Picchu. Foto: Guilherme Mendes Thomaz

No próximo post falarei sobre o nosso dia em Águas Calientes, volta a Cusco e ida a Copacabana, Bolívia! 

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Quando decidi passar um tempo viajando, minha idéia foi partir após minha formatura (Páscoa) e fazer um Mochilão pela América Latina inteira até o México e se sobrasse dinheiro, a Europa em seguida. Tudo na carreira solo!

Porém, como meu irmão e o Gringo (outro amigo nosso) decidiram tirar férias em Março e fazer um Mochilão pela América do Sul, resolvi ir junto com eles, voltar para minha formatura e ir para a Europa em junho.

Foi então que começamos a organizar o nosso roteiro. A primeira coisa que fizemos foi perguntar por informações e relatos de viagem a amigos e conhecidos que já haviam feito Mochilão pela América do Sul. Recebemos e-mails, arquivos em Word, pdf e até mesmo páginas “scaneadas” com diversas informações que foram extremamente importantes e valiosas! Também buscamos informações em blogs que encontramos através do Google, fóruns e redes sociais de viajantes independentes como Mochileiros.com, TripAdvisor.com, Lonely Planet e no Grupo de Mochileiros no Facebook onde há milhares de pessoas prontas e dispostas a te ajudar, responder dúvidas, dar dicas e sugestões rapidamente! Essas dicas e informações fazem a diferença e por isso gostaria de compartilhá-las.

Como éramos em 3 para organizar a viagem, buscar informações, pesquisar sobre os atrativos turísticos e tomar decisões sobre o roteiro, meios de transporte e hostels, decidimos dividir as tarefas. Além disso, criamos um grupo no Facebook, dois documentos no Google Docs para armazenar, centralizar e compartilhar essas informações em tempo real e também para facilitar nossa comunicação. Também fizemos algumas reuniões pelo Skype quando o assunto era mais importante e exigia uma discussão mais ampla! Reservamos os hostels pelo HostelWorld.com, e compramos as passagens pelo Decolar.com e pelo Submarino Viagens, porém recomendo o site SkyScannerque na minha opinião é o melhor site para encontrar as melhores ofertas

Depois de muita pesquisa, conversas e discussões, conseguimos definir um roteiro que ficasse bom para todos nós, pois voltamos em datas diferentes. O meu roteiro de Mochilão América do Sul ficou:

DATA         LOCAL
5-Março:    IDA:  São Paulo – Lima
6-Março:    Lima: Centro Histórico e Ceviche de Pescado (1º DIA – 06/03/2012)
7-Março:    Lima: Huaca Pucllana, Parque do Amor e Praia de Miraflores
8-Março:    Lima: Museu Larco, Shopping Larcomar, Sala Luis Miró Garland e Aura
9-Março:    Lima e Ida para Cusco (21 horas)
10-Março:  Cusco: Centro Histórico
11-Março:  Cusco: Plaza de Armas, Saqsayhuamán, Boleto Turístico e Churrasco Inca
12-Março:  Vale Sagrado dos Incas: Ollantaytambo e Águas Calientes
13-Março:  Machu Picchu: a Cidade Perdida dos Incas
14-Março:  Águas Calientes volta a Cusco e ida para Copacabana (10 horas)
15-Março:  Copacabana, Bolívia (10 horas)
16-Março:  Isla del Sol, Bolívia (2h de barco)
17-Março:  Isla del Sol volta a Copacabana e ida La Paz (3 horas)
18-Março:  La Paz, Bolívia: Capital Administrativa e Sede do Governo da Bolívia
19-Março:  La Paz: Passeio Chacaltaya, Valle de La Luna e Ida a Uyuni à noite (8 horas)
20-Março:  Salar de Uyuni Tour (Dia 1)
21-Março:  Salar de Uyuni Tour (Dia 2)
22-Março:  Salar de Uyuni Tour (Dia 3) / San Pedro de Atacama (1 hora)
23-Março:  San Pedro de Atacama – Ida para Santiago (25 horas)
24-Março: Santiago, Chile: Dicas do que fazer, conhecer, hostels, bares e baladas em Santiago
25-Março:  Santiago de Chile
26-Março:  Santiago de Chile
27-Março:  Santiago de Chile
28-Março:  Santiago de Chile
29-Março:  Santiago de Chile
30-Março:  Santiago de Chile
31-Março:  Santiago de Chile
01-Abril:     Santiago de Chile
02-Abril:     VOLTA: Santiago – Ida para São Paulo

No geral, gostei muito desse roteiro e achei que ficou ideal em relação a ordem (começar em Lima e descer até Santiago), o tempo em cada cidade e os lugares que conhecemos. Muita gente fica em dúvida sobre a melhor época para fazer Mochilão pela América do Sul pois no inverno é muito frio e no verão chove bastante. Acredito que não poderiamos ter escolhido um mês melhor pra ir do que Março,  fim do Verão e o começo do Outono. Tirando um fim de tarde chuvoso em Cusco e uma tormenta tropical em Águas Calientes, também no final do dia, logo depois que chega de Machu Picchu, os dias estavam ensolarados e maravilhosos. Mesmo fazendo calor, é necessário levar roupa de frio pois as noites em Cusco são frias. Se você for para a Bolívia, vai precisar de muita roupa de frio pra visitar a montanha de Chacaltaya e também no passeio de 3 dias saindo de Uyuni até San Pedro do Atacama (Chile). Faz muito frio no deserto a noite!

Como podem perceber, fiquei bastante tempo em Santiago… me encantei com a cidade, com as pessoas e com o estilo de vida da cidade (e do estilo de vida que eu estava vivendo lá haha). Conheci uns cariocas e umas mineiras super gente boas e como estava na casa de um amigo chileno, também conheci uma galera do Chile. Havia uma programação, alguma festa ou lugar legal para conhecer todos os dias e por isso,  adiei tanto a minha ida para Valparaíso e Viña Del Mar que acabei nem indo. Todo mundo diz que vale muito a pena conhecer essas duas cidades portuárias, mas não me arrependo porque vivenciei Santiago de uma maneira única e agora tenho um motivo a mais para voltar ao Chile e conhecer o país inteiro, que é incrível!

Além de conhecer e vivenciar novos lugares, culturas, hábitos e costumes, viajar é conhecer pessoas novas e fazer novas amizades. Quando estávamos em Ollantaytambo esperando o trem para Águas Calientes conhecemos o Gabriel, um outro brasileiro muito gente boa que como estava viajando na carreira solo e tinha o roteiro muito parecido com o nosso, entrou para o time que em La Paz recebeu o nome de Brasileños Gallinas! Viajar com esses #pélas foi um prazer!

Pedro, Guilherme, Murilo e Gabriel.

Companheiros de viagem: Pedro, eu, Murilo e Gabriel.

Muita gente está me perguntando sobre a viagem, como foi, qual o roteiro, quanto gastei, pedindo dicas e esse foi um dos motivos pelo qual decidi criar o blog e compartilhar um dos nossos arquivos do Google Docs. O arquivo “Mochilão América do Sul (Peru, Bolívia e Chile) | I GET AROUND Travel Blog” apresenta informações sobre o Roteiro; Transporte (meio de transporte utilizado, valor das passagens, horários de saída e chegada, empresas e duração da viagem); Coisas para Fazer (atrativos turísticos, monumentos, praças, restaurantes, baladas, etc.)Hospedagem (hostels que nos hospedamos, valores, endereço e site); O que levar? e Gastos TOTAL (total de todas as despesas da viagem). Clique AQUI para acessar e consultar o arquivo! Espero que te ajude 🙂

No próximo post, irei falar dos meus primeiros dias em Lima, a capital do Peru!

Leia também:

Lima: Centro Histórico e Ceviche de Pescado (1º DIA – 06/03/2012)

Lima: Huaca Pucllana, Parque do Amor e Praia de Miraflores (2º DIA – 07/03/2012)

Lima: Museu Larco, Shopping Larcomar, Sala de Arte Contemporânea Luis Miró Quesada Garland e Aura (3º DIA – 08/03/2012)

Lima e Ida a Cusco (4º DIA – 09/03/2012)

Cusco: Centro Histórico (5º DIA – 10/03/2012)

Cusco: Plaza de Armas, Saqsayhuamán, Boleto Turístico e Churrasco Inca (6º DIA – 11/03/2012)

Vale Sagrado dos Incas: Ollantaytambo e Águas Calientes (7ºDIA – 12/03/2012)

Machu Picchu: a Cidade Perdida dos Incas (8º DIA – 13/03/2012)

Copacabana, Bolívia: Lago Titicaca, Cerro do Calvário e Chicharrón de Trucha (10º DIA – 15/03/2012)

Isla del Sol, Lago Titicaca: a Ilha Sagrada dos Incas (11º DIA – 16/03/2012)

La Paz, Bolívia: Capital Administrativa e Sede do Governo da Bolívia

La Paz: Passeio Chacaltaya e Valle de La Luna

Salar de Uyuni Tour: Passeio de 3 dias saindo de Uyuni (Bolívia) até San Pedro do Atacama (Chile)

San Pedro de Atacama, Chile: Sandboarding no Deserto do Atacama e Valle de La Luna

Santiago, Chile: Dicas do que fazer, conhecer, hostels, bares e baladas em Santiago