Santiago, Chile: Dicas do que fazer, conhecer, hostels, bares e baladas em Santiago

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Providência – Santiago, Chile.

Santiago de Chile é a capital e o mais importante centro urbano, financeiro, cultural e administrativo do Chile. Localizada ao lado da Cordilheira dos Andes, Santiago foi fundada pelo conquistador espanhol Pedro de Valdívia no dia 12 de fevereiro de 1541 que a partir de então iniciou o processo de conquista do Chile. Santiago é uma cidade muito bonita, charmosa, moderna e encanta pela sua arquitetura, limpeza e história!

Santiago apresenta muitas atrações turísticas como praças, parques, monumentos, museus, centros culturais, eventos, teatros e com uma grande diversidade de restaurantes, bares e casas noturnas. Por ser uma cidade universitária, a vida noturna de Santiago é muito agitada e tem coisas pra fazer todos os dias da semana!

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Palacio de La Moneda – Santiago de Chile.

Eu já havia passado uma tarde em Santiago durante uma longa escala de um vôo para Califórnia em 2010 e mesmo conhecendo pouca coisa, gostei muito da cidade e desde então fiquei com muito vontade de voltar para conhecer de verdade, e valeu muito a pena!

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Vista da Cordilheira dos Andes – Santiago, Chile

Chegar na cidade de avião passando por cima das montanhas da Cordilheira dos Andes é com certeza o melhor “passeio”. Desta vez, infelizmente não fui de avião e como estava em San Pedro de Atacama, eu o Gabriel enfrentamos 24 horas de viagem de ônibus até chegar em Santiago. Apesar da distância, as paisagens do caminho são lindas e o ônibus da empresa  TURBUS é muito confortável, o duro foi aguentar uma mãe com uma filhinha e uma bebezinha chilena que estava aprendendo a falar sentadas bem atrás do nosso banco!

Cheguei em Santiago e gostei tanto que não consegui mais sair de lá. Foram 10 dias incríveis onde além de conhecer os principais atrativos turísticos e rever um dos meus melhores amigos da época do Intercâmbio, conheci uns cariocas e umas mineiras super legais em um supermercado, também fui em muitas baladas e festas de faculdade.

Como estou em outro mochilão pela Europa (agora de 3 meses) para finalizar o Mochilão pela América do Sul aqui no blog, vou fazer um breve resumo e dar dicas do que visitar, fazer, comer, hostels e é claro, dicas de festas e baladas em Santiago, que foi o que eu mais conheci!

O QUE FAZER EM SANTIAGO?

Para ter uma idéia do que fazer na cidade e ter uma breve introdução turística, recomendo muito o SANTIAGO FREE WALKING TOUR IN ENGLISH. Como o próprio nome já diz, o tour é em inglês e o “FREE” significa que é baseado em gorjetas ou como se diz em español “propinas voluntarias” onde no final do tour eles sugerem 5.000 pesos chilenos (R$ 20) e vale muito a pena. O tour tem aproximadamente 4 horas de duração e não é preciso reservar com antecedência, basta aparecer no horário e local de saída do tour (Catedral de Santiago, na Plaza de Armas às 10h ou 15h, você escolhe!) e procurar pelo guia, que provavelmente estará com uma camiseta vermelha escrita FREE TOUR. Mesmo quem não fala inglês, vale a pena fazer! O tour passa pelos principais atrativos turísticos de Santiago como: Plaza de Armas, Catedral de Santiago, Prefeitura de Santiago, Correios, Museu de Arte Pré-Colombiano, Antigo Congresso, Suprema Corte de Santiago, Palácio de La Moneda, Bolsa de Comercio, Teatro Municipal, Cerro Santa Lucia, Bairro Lastarria, Museu de Bellas Artes, Parque Forestal, Plaza Italia, Bairro Belavista, Cerro na Cristóbal e termina na casa de Santiago do Poeta chileno Pablo Neruda, que hoje é um museu muito interessante. Além curiosidades e explicações históricas apresentadas pelos guias locais, eles dão dicas preciosas e sugestões como tomar sorvete da Emporio de La Rosa e ir a La Piojera para tomar o melhor Terremoto e comer a melhor Chorrillana de Santiago. Clique aqui para maiores informações sobre o tour!

Depois do tour ou em outro dia, vale a pena visitar a Casa do Pablo Neruda que fica em Bellavista, o Pátio Bellavista, o Museu Pré-Colombiano, tomar um sorvete da Emporio de La Rosa sentado ou passeando pelo Parque Forestal e subir o Cerro San Cristóbal para ter uma vista panorâmica de Santiago maravilhosa! Apesar de eu não ter ido porque acabei me desencontrando do pessoal, quem foi visitar a Vinícula Concha y Toro gostou muito. Queríamos visitar o Valle Nevado mas acabou não dando certo também, mas deve ser legal.

Eu fui adiando tanto minha ida a Valparaíso e Viña Del Mar que acabei não indo conhecer, mas todo mundo que vai adora. São duas cidades portuárias e universitárias localizadas no entorno de Santiago. Dizem que dá pra conhecer as duas em um dia, mas  como não fui não posso dar a minha opinião!

BALADAS

Para começar, estrangeiros entram de graça na maioria das baladas em Santiago e mesmo as que não são de graça, basta entrar no site e colocar seu nome e caso você não tenha colocado, em nenhum lugar eu paguei mais do que 5.000 pesos chilenos (R$ 20) para entrar. A cerveja longneck custa de 1.500 – 3.000 pesos chilenos (R$6 – 12) e assim como em todas os lugares da América Latina, as baladas em Santiago eram muito animadas e tocava  muito reggaeton, house, black e claro, os sucessos brasileiros de Michel Teló, Gustavo Lima, Latino, entre outros.

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Las Urracas com os cariocas e as mineiras que conheci. Santiago, Chile

A que eu mais curti foi o Las Urracas mas também curti muito o Alto Barcelona, Galpón 9, Bar Constituición e a festa Miércoles Pó, organizada pelo coletivo Comunidad Pó de Santiago e que acontece toda 4ªfeira em um lugar diferente. Com exceção do Bar Constituición, não paguei para entrar em nenhuma. A maioria das baladas em Santiago não cobram entrada para gringos. Mas mesmo assim, a entrada não costuma ser cara não. Na época em que eu estava lá, o valor era de 5.000 pesos (R$ 20).

Outra coisa que foi legal é que como eu estava com um amigo chileno, tive a felicidade de ir a duas festas de faculdade, uma da Universidad Católica na praia e outra da Universidade de Chile, em um campus… Quem tiver a oportunidade ir não vai se arrepender!

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Fiesta de Universidad Catolica en la Playa – Santiago, Chile

BARES

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Terremoto do Bar La Piojera, a bebida tipica de Santiago, Chile.

O La Piojera é um must-go se você está em Santiago. É um bar tradicional que mais parece uma taberna (literalmente) e é frequentado por chilenos e estrangeiros com um interesse em comum: ficar bêbado, cantar e fazer novas amizades. Apesar de ser frequentado por estrangeiros, não tive a impressão de ser um lugar turístico, como o Bar do Alemão em Curitiba, por exemplo. Não deixe de experimentar as especialidades do La Piojera que são as bebidas Terremoto e Maremoto e as deliciosas Chorillanas. Terremoto é uma bebida doce e surpreendentemente forte feita com vinho branco, fernet e uma bola de sorvete de abacaxi no topo, uma delícia e como o próprio nome já diz, depois de 1 ou 2 desses você vê a Terra tremer. O Maremoto é uma variação do Terremoto feito com licor de menta. A Chorillana do La Piojera é considerada a melhor de Santiago e é uma porção de batata frita coberta com uma camada de tiras de carne acebolada e dois ovos fritos no topo, eu achei sensacional! Experiente e não vai se arrepender. Além disso, o lugar é barato!

Endereço: Calle Aillavilú Nº 1030, em frente ao Mercado Central | Estación Metro Calicanto contacto@lapiojera.cl

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Bar La Piojera – Santiago, Chile. Foto: Desconhecido(a)

Se você gosta de bar ou quer fazer um esquenta, a Calle Pío Nono é uma ótima opção. A Pio Nonno é uma rua cheia de bares e muito frequentada pelos universitários chilenos e turistas. As cervejas são baratas e lá também é possível experimentar o Terremoto e as Chorillanas. Experimente também o Pisco Sour e Piscola (Pisco com Coca-Cola), eu gostei bastante!

HOSTELS EM SANTIAGO

O ideal é onde a maioria das pessoas que vão para Santiago se hospedam no centro, na Calle Providência, próximo da Calle Pío Nono, Bellavista e da estação de Metro Baquedano, uma das principais de Santiago. Como não havíamos reservado com antecedência, enquanto estava com o Gabriel e antes de ir pra casa do meu amigo chileno fiquei hospedado no Hostal Forestal, Footsteps Hostel e a galera do Brasil que eu conheci estava hospeda no Ventana Sur Hostal. Além de ter opções de apartamentos bem econômicos (6.000 ou R$ 24), todos eles são muito bons e bem localizados, principalmente o Hostal Forestal.

DO AEROPORTO AO CENTRO: Apesar de ser um pouco afastado da cidade, é muito prático e fácil para chegar até o Centro da Cidade. A melhor opção é pegar um ônibus do Aeroporto (2.000 ou R$ 8) até a Estação de Metro Pajaritos e pegar o metro até o seu destino final, que se for na Calle Providência, próximo da Calle Pío Nono e da Bellavista, é só descer na Estação de Metro Baquedano, que também fica na linha Vermelha e está a 14 estações da Pajaritos. O trajeto de Baquedano até Pajaritos e o ônibus até o Aeroporto dura aproximadamente 1h – 1h30. Bem fácil!

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Esse foi o último post do Mochilão América do Sul, espero que todos tenham gostado e que os posts tenham sido úteis no planejamento do seu mochilão. Fique ligado nas próximas atualizações da Europa na página do Facebook. Obrigado!

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San Pedro de Atacama, Chile: Sandboarding no Deserto do Atacama e Valle de La Luna

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San Pedro de Atacama, Chile: Sandboarding no Deserto do Atacama e Valle de La Luna

San Pedro de Atacama é uma cidadezinha muito interessante localizada próximo a fronteira do Chile com a Bolívia e como o próprio nome já diz, bem no Deserto do Atacama. Estima-se que os primeiros pueblos do extremo norte do Chile habitaram a região 11.000 anos atrás. Os Atacameños deram origem a “Cultura San Pedro” e chegaram a ser o pueblo pré-colombiano mais desenvolvido do Chile e se apresentaram como um povo pacífico diante das chegadas das expedições espanholas lideradas por Diego de Almagro e Pedro de ValdíviaAtualmente com cerca de 2.500 habitantes dedicados à agricultura e ao turismo, foi um centro de parada dos colonizadores espanhóis e originou-se a partir de sua Igreja de San Pedro, construída pelos jesuítas espanhóis no início do século XVIII San Pedro do Atacama foi o principal centro da cultura atacameña e atualmente é considerada a Capital Arqueológica do Chile.

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As ruas estreitas de terra batida da charmosa San Pedro de Atacama, Chile. Foto: Guilherme Mendes Thomaz

Eu e o Gabriel chegamos em San Pedro de Atacama por volta de meio-dia e como eu não havia pesquisado nada sobre lá e pela cidade estar localizada no meio do Deserto do Atacama eu pensei que seria tipo Uyuni (Bolívia), ou seja, sem nada pra fazer e nem um pouco atrativa. Muito pelo contrário, San Pedro do Atacama me surpreendeu muito!  Ao entrar na cidade caminhando, já deu pra ver que a cidade possui uma infra-estrutura turística excelente, com muitos hostels, lojas de artesanatos, bares, restaurantes, agências de turismo e as casinhas e ruas estreitas de terra batida deixam a cidade ainda mais charmosa. A cidade é o típico cenário daqueles antigos filmes de Faroeste, muito louco! Além de muitos turistas, tem MUITOS cachorros de ruas também!

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San Pedro de Atacama, Chile. Foto: Guilherme Mendes Thomaz

Muitas pessoas nos abordaram na rua oferecendo hostel e passeios, mas como estávamos acostumados com os valores do Peru e da Bolívia, assustamos um pouco com preço e decidimos andar pela cidade em busca de um hostel bom e barato. O Chile é bem mais caro que o Peru e a Bolívia mas ainda é mais barato que o Brasil! Uma menina nos ofereceu um hostel e quando começamos a conversar em português para decidir ela disse que também era brasileira. Inicialmente a Flávia tinha nos oferecido por 10.000, mas depois que descobriu que éramos brasileiros ela abaixou para 7.000…6.000 e eu falei “por 5.000 a gente fica agora” e ela muito gente boa aceitou! Além do desconto e suporte que a Flávia nos deu, o Hostel Ayllu (Calle Toconao, 479) era bem bom. Recomendo!

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Sandboarding no Deserto do Atacama

Depois de deixar nossas coisas, fomos comprar as passagens pra Santiago de Chile pro dia seguinte e fazer algum passeio. Há vários passeios legais pra fazer na região como as Ruínas de Tulor, Lagunas Altiplanicas, Fortaleza Pukara de Quitor, Valle de La Luna (Vale da Lua), Valle de La Muerte (Vale da Morte), Toconao y Salar de Atacama, Geyser del Tatio localizados aos pés do vulcão Tatio, Termas de Puritama e Vulcão Licancabur, mas como havíamos acabados de chegar do passeio do Salar de Uyuni de 3 dias que como vocês podem ver no post Salar de Uyuni Tour: Passeio de 3 dias saindo de Uyuni (Bolívia) até San Pedro do Atacama (Chile), é no mesmo estilo. Como queríamos fazer algo diferente fechamos um passeio na Teckara Turismo (Calle Caracoles com Taconao, 455) por 10.000 pesos chilenos (R$ 40) para fazer Sandboarding no Deserto do Atacama e depois visitar o Valle de La Luna.

Depois de almoçar um delicioso e econômico Ají de Gallina no restaurante La Piká Atacameña (ao lado do Ayllu Hostel na Calle Tacanao) por 2.000 (R$ 8), às 14h nos encontramos na agência e uma van levou nosso grupo para umas dunas do Valle de La Muerte, há uns 15 minutos de San Pedro do Atacama. Depois das instruções, fomos descer as dunas. Era minha primeira vez Sandboarding mas como já tinha feito Snowboard em Lake Tahoe algumas vezes, não foi difícil! Foi muito bom ter a sensação de liberdade novamente mas em vez de descer as montanhas de neve, descer as dunas de areia do Deserto do Atacama com vulcões com neve no topo ao fundo… foi espetacular!

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Sandboarding no Deserto do Atacama – San Pedro de Atacama, Chile. Sensacional!

Depois que cansamos de subir e descer, a empresa ainda tinha uma caixa térmica com cerveja gelada de cortesia para todo mundo e depois fomos visitar o Valle de La Luna. Assistimos o pôr-do-sol lá, que também é incrível e ao invés de cerveja eles nos ofereceram Pisco! Recomento muito essa empresa!

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Valle de La Luna – San Pedro de Atacama, Chile. Foto: Guilherme Mendes Thomaz

Apesar de ser uma cidadezinha pacata e ter muitos bares, as festas são proibidas na cidade. Mas como muitos jovens chilenos vão trabalhar em San Pedro de Atacama, sempre tem festa rolando na cidade. Nosso instrutor/guia do passeio era um cara novo, tinha morado no Brasil um tempo e como conversou bastante com a gente, nos chamou pra uma festa. Enquanto estavamos procurando um lugar pra jantar, vimos uma galera ditribuindo discretamente uns papéizinhos brancos que eram o flyer da festa.

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Los Perros de San Pedro de Atacama, Chile. Foto: Gabriel Turano

Chegamos no hostel e fomos dormir um pouco para descansar pra festa. Acordei e quando fui chamar o Gabriel o cara não acordava, tava derrotado. Como fazia um tempinho que eu não fazia nada, decidi ir sozinho mesmo, na carreira solo. Quem me conhece sabe que eu não tenho o menor problema com isso mas eram 1h30 da manhã e a cidade estava bem escura e totalmente D-E-S-E-R-T-A! Mesmo assim decidi ir e só depois de atravessar a Praça principal da cidade é que vi alguma pessoas na rua que estavam indo pra festa, que era em uma casa um pouco afastada da cidade. Apesar de ser festa em casa, eles cobram 2.000 de entrada que é para pagar a propina para os Carabineiros de Chile, a polícia chilena. Interessante não? Entrei e dei sorte de encontrar um italiano que estava no hostel também e depois que ele decidiu ir embora acabei conhecendo umas chilenas bem legais e fiquei com elas lá. Quando saí da festa com uma das meninas um perrito foi me seguindo até o hotel que ela trabalhava e depois foi até o hostel comigo. Só tinha eu e ele na cidade, foi muito estranho! Ele andava do meu lado e parecia um cão de guarda ou anjo da guarda, sei lá.

Na manhã seguinte fomos dar uma volta pela cidade, visitamos a Plaza y Iglesia San Pedro, o Centro artesanal de San Pedro do Atacama e como íamos pegar o ônibus para Callama às 14h e depois para Santiago, não deu tempo de visitar o Museu Arqueológico Gustavo Le Paige, que apresenta uma completa exposição de cerâmica atacamenha, múmias, tecidos e outros objetos religiosos e cotidianos que revelam a riqueza da cultura local. Uma pena não ter visitado o museu!

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Iglesia San Pedro – San Pedro de Atacama, Chile. Foto: Guilherme Mendes Thomaz

Enfim, 1 dia foi pouco para San Pedro de Atacama. Quem puder e tiver mais tempo, recomendo ficar de 2 a 3 dias para conhecer tudo o que a cidade e o entorno oferece.

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La Paz: Passeio Chacaltaya e Valle de La Luna

Em nosso último dia em La Paz fomos conhecer a Montanha de Chacaltaya e o Valle de La Luna. Às 9h a van nos buscou no Hostel para iniciarmos o passeio. Fomos primeiro a Chacaltaya, uma montanha da Cordilheira dos Andes de 5.421 m de altitude localizado há aproximadamente 30 km ao norte de La Paz, porém, o acesso à estação é feito por uma estrada estreita, bem íngreme e a subida é um tanto quanto emocionante. Uma curiosidade interessante é que Chacaltaya é o símbolo da Paramount Pictures, aquela montanha que aparece na abertura de muitos filmes!

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Montanha de Chacaltaya, símbolo da Paramount Pictures. Foto: Murilo Mendes Thomaz

Depois de 2 horas na van vendo paisagens incríveis, pequenos lagos vermelhos, verdes, azuis e passando muito medo, chegamos a Estação Chacaltaya, que a 5.395 metros em relação ao nível do mar, é a estação de esqui mais alta do mundo. Nem a mais alta estação de esqui do mundo resistiu  às mudanças climáticas (aquecimento global) e atualmente está desativada pois as pistas do Chacaltaya sucumbiram ao derretimento do gelo e, durante o verão de 2009, o glaciar onde a estação estava instalada praticamente desapareceu. Hoje, restam apenas 5% da geleira, com algumas incidências de neve, mas raras. Os cientistas haviam previsto seu desaparecimento para 2015, mas o aquecimento global acelerou o processo. De acordo com o levantamento da Co+Life, além de frustrar aventureiros, o sumiço da geleira comprometeu o abastecimento de água em algumas regiões da capital naquele ano.

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Estação Chacaltaya (direita) vista da subida ao topo da montanha. Foto: Murilo Mendes Thomaz

Para chegar ao topo de Chacaltaya é preciso chegar até a estação e depois subir mais 200 metros. Apesar de ser uma caminhada de 200 metros, a altitude, a neve e o vento gelado (faz muito frio) dificultam bastante! Mas depois de chegar no topo, é uma vista incrível! Vale muito a pena!

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Chegando ao topo de Chacaltaya, La-Paz. Foto: Murilo Mendes Thomaz

Depois de visitar Chacaltaya, fomos para o Valle de La Luna. É legal e bem bonito, mas eu esperava bem mais. São poucas formações rochosas com formato de algo e é bem pequeno. Depois do Valle de La Luna a van nos deixou no Mercado das Bruxas. Chegamos no Hostel às 16h30 e conversamos com o gerente/dono da agência sobre o valor que nos cobraram do passeio, que foi absurdo. Contratamos esse passeio por 120 bolivianos e as entradas para visitar Chacaltaya e o Vale de La Luna (15 bolivianos cada) não estavam inclusas. Como se não bastasse isso, conversando com outros brasileiros que estavam na mesma van, eles nos disseram que pagaram 50 bolivianos pelo mesmo passeio. Depois de explicar a situação ele nos devolveu 50 bolivianos (R$12) e no fim das contas o passeio acabou saindo 100 bolivianos (R$ 25) e disse que havia sido “um mal entendido”… portanto, pesquise os valores dos passeios!

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Valle de La Luna, La-Paz – Bolivia. Foto: Guilherme Mendes Thomaz

Em seguida fomos para a rodoviária, pegar o ônibus para Uyuni, de onde saem os famosos passeios para visitar o Salar de Uyuni (Deserto de Sal). Há opções de passeios de 1 a 4 dias de duração, onde o mais tradicional é o passeio de 3 dias. Nós compramos as passagens de ônibus de La Paz à Uyuni no dia, antes de sair pro passeio. Tentamos comprar pela empresa TURBUS ou TODO TURISMO que são as melhores mas como não tinha disponibilidade para saída naquela noite, compramos na OMAN por 100 bolivianos (R$ 25).

O ônibus era normal e já sabíamos que a estrada era péssima e que a viagem seria complicada mas passar 8 horas em um ônibus não muito confortável, sem banheiro, viajando por uma estrada em péssimas condições (se é que podemos chamar aquilo de estrada), sentado no último assento do ônibus (aquele que não reclina) e com o Gringo do lado ainda (brincadeira), ficou bem mais complicado. Nos poucos momentos que consegui cochilar eu acordava voando no assento e quase batendo a cabeça no teto, sério!

No próximo post falarei sobre o passeio do Salar de Uyuni de 3 dias, saindo de Uyuni até San Pedro do Atacama, no Chile. Um passeio incrível!

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La Paz, Bolívia: Capital Administrativa e Sede do Governo da Bolívia

La Paz é o município mais populoso da Bolívia e embora Sucre seja legalmente a capital do país, La Paz é a capital administrativa e sede do governo da Bolívia desde 1898. Localizada a aproximadamente 3.660 metros de altitude, é a capital mais elevada do mundo!

A cidade foi construída entre um vale profundo cercada de montes e montanhas da Cordilheira dos Andes. Chegando em La Paz, você tem uma vista interessante da cidade inteira e como muitas casas não tem acabamento, da a impressão de que a cidade é uma favela gigantesca dentro de um buraco (não que não seja… brincadeira).

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Vista de La Paz, Bolívia. Foto: Murilo Mendes Thomaz

Para ir até La Paz pegamos o barco da Isla Del Sol para Copacabana às 10h30 e às 13h30 pegamos o ônibus para La Paz. A viagem dura aproximadamente 3h e é bem tranquila. A estrada é normal e o ônibus atravessa um rio em uma balsa bem precária que só cabe o ônibus. Os passageiros atravessam em uns barquinhos e o valor da travessia é de 2 bolivianos (R$ 0,25).

Chegamos em La Paz e fomos para o Bash and Crash Hostel (Calle Ingavi, 681), a mesma rede que ficamos em Copacabana. O hostel é bom e está a menos de 10 minutos caminhando da Rodoviária de La Paz. Ficamos em um quarto com 8 pessoas e a diária custou 39 bolivianos (R$ 10).

Lanches-La-Paz-BoliviaAnoiteceu e fomos procurar alguma coisa pra comer. Acabamos indo pra um lugar que é tipo uma feirinha e comemos uns lanches na rua que estavam com uma cara bem boa. Na Bolívia não tem muito essa de higiene e eles fazem os lanches com a mão mesmo, mas como isso faz parte da cultura e da experiência. Havia 2 tipos de lanches: hambúrguer, res (carne) e choripan (salsicha/lingüiça) e de acompanhamentos tinha vinagrete, cebola, pimentão, ovo, catchup, mostarda e maionese. O preço varia conforme os acompanhamentos e fica entre 5 – 12 bolivianos (R$ 1 – 3). Do lado dessas barraquinhas tem umas barracas que vendem umas garrafinhas de vidro de Coca, Sprite e Fanta por 1 boliviano (R$ 0,25). Muito barato!

Voltamos ao hostel e como era sábado e St. Patrick’s Day, rolou uma festa no bar do hostel.  A cerveja custava 15 bolivianos (+- R$ 4) e quem estivesse de verde ganhava jelly shots e free shots de várias bebidas. A festa tava bem animada e quando foram 2h todo mundo (menos o meu irmão Murilo, o Gringo e o Gabriel) foi para uma balada chamada Blue HouseEntrei na balada e me perdi das meninas do Peru que eu estava e fiquei na carreira solo. A balada era bem legal, a música era boa e estava lotada de gringos e gringas. Recomendo!

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Plaza Murillo, La-Paz

Em nosso 2ª dia em La Paz o Gabriel foi fazer o passeio de bicicleta pela estrada da Morte mas nós não fomos (eu me arrependi de não ter ido!) e visitamos o centro da cidade, praças, monumentos, prédio históricos, Mercado das Bruxas e almoçamos no Hotel Radisson de La Paz (Av. 16 de Julio, 1789) por 100 bolivianos (R$25). Considerando o valor em bolivianos é absurdamente caro, mas como em R$ não era muito, decidimos experimentar. A comida estava boa mas poderia estar melhor. Eu não achei que valeu a pena pelo fato de que poderíamos ter comido em algum restaurante e gastado bem menos.

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La-Paz, Bolívia. Foto: Murilo Mendes Thomaz

Também compramos o passeio Chacaltaya e Vale de La Luna na agência do hostel para visitar no dia seguinte. O passeio foi bem legal mas não recomendo a agência pois eles tentaram nos enganar ou segundo o responsável “houve um mal entendido”. Contratamos esse passeio por 120 bolivianos e as entradas para visitar Chacaltaya e o Vale de La Luna (15 bolivianos cada) não estavam inclusas. Como se não bastasse isso, conversando com outros brasileiros que estavam na mesma van, eles nos disseram que pagaram 50 bolivianos pelo mesmo passeio. Portanto, pesquise os valores!

No próximo post falarei sobre o Passeio Chacaltaya e Valle de La Luna!

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Isla Del Sol, Lago Titicaca: a Ilha Sagrada dos Incas

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Isla del Sol, Lago Titicaca – Bolívia

A Isla del Solmaravilhosa Ilha Sagrada dos Incas é a maior e mais conhecida das 41 ilhas espalhadas pela imensa área de 8.549 km² do Lago Titicaca, que está a 3.800 metros acima do nível do mar e é o lago navegável mais alto do mundo. Além de ser sagrada, a Isla del Sol tinha uma importante função estratégica no antigo Império Inca, e portanto, há diversas ruínas, santuários e templos dedicados ao Deus Sol onde a maioria delas data do período Inca, no século XV. A partir de descobertas de arqueólogos estima-se que a ilha é habitada há 5.000 anos!

Apesar da terra árida, os habitantes da ilha vivem do cultivo de arroz, batatas e da criação de ovelhas e lhamas. A principal fonte de renda da comunida local vem da agricultura, subsidiada pela pesca e pelo turismo. Atualmente, a Isla Del Sol é povoada por cerca de 3.000 indígenas de origem quechua e aymara, dedicados ao artesanato e ao pastoreio.

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Ovelhas na Isla del Sol, Bolívia. Foto: Guilherme Mendes Thomaz

Para visitar a Isla Del Sol é preciso pegar barcos que saem de Copacabana diariamente às 8h30 e 13h30 em direção aos dois lados da Isla del Sol e custam aproximadamente 20 bolivianos (R$ 5). O trajeto até Challapampa (parte Norte) dura aproximadamente 1h30 e até Yumani (parte Sul), 2 horas.

Optamos por pegar o barco às 8h30 em direção a parte sul da Ilha pois já tínhamos reserva no Hostel HI-Inka Pacha, localizado na parte sul da Ilha.  O trajeto até a Isla Del Sol já é um passeio maravilhoso! Assim que descemos do barco já fomos “cordialmente” recepcionados por uma “mamita” nos cobrando 10 bolivianos para entrar na ilha. Lá na Isla del Sol você paga para tudo e grande parte da comunidade local que tivemos contato não fez questão nenhuma de ser simpático conosco, mas as paisagens deslumbrantes fazem a visita valer a pena e particularmente foi um dos lugares mais incríveis que eu já estive.

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Chegada a Isla del Sol, Lago-Titicaca – Bolívia. Foto: Murilo Mendes Thomaz

Isla-del-Sol-Bolivia-Lago-Titicaca-CopacabanaAo chegar na parte sul, você vai dar de cara com uma grande e íngrime escada pré-colombiana, que conduz os visitantes a Comunidade de Yumani, onde estão os hostels, restaurantes e a Fonte da Juventude. A Fonte tem três jorros, e cada um deles se refere a uma das três máximas incas. Ama K’ella: não seja preguiçoso. AmaLlulla: não seja mentiroso. Ama Sua: não seja ladrão.

Depois de muito esforço e muitos degraus, chegamos ao Hostel HI-Inka Pacha, que faz parte da Rede Hosteling International. Reservamos um quarto triplo com banheiro privativo por R$ 14,27 (55 bolivianos) e quando chegamos lá não havia banheiro no quarto. Mesmo depois de muitas explicações a funcionária do hostel não fez questão nenhuma de resolver e entender a nossa situação e acabamos pagando o valor do quarto com banheiro privado, que nem sequer existia. Apesar de ser um dos albergues mais recomendados no HostelWorld.com, não recomendamos o Hostel HI-Inka Pacha.

Após deixarmos as malas no hostel, fomos almoçar antes de começar nossa caminhada até o lado norte da Ilha. Comi um menu turístico que custou 30 bolivianos (R$ 7) e incluía entrada, prato principal e sobremesa (postre). Como entrada pedi uma sopa de quinoa que é típica da Isla Del Sol, como prato principal um filé de Truta (Trucha) com arroz e batata frita (papas fritas) que estava uma delícia e de sobremesa uma banana com chocolate. Pedimos uma Coca-Cola gelada para acompanhar o almoço, mas nem todos os restaurantes da Isla Del Sol servem as bebidas geladas e as bebidas são servidas na temperatura ambiente!

Assim que almoçamos, iniciamos nossa caminhada até a parte Norte da Ilha. Caminhamos aproximadamente 8 km em 3h30 por uma trilha muito bem sinalizada e bem cansativa devido ao sol forte, as subidas e a altitude. Mas os cenários e paisagens incríveis do lago Titicaca, das ovelhas pastando, das ruínas incas, das ovelhas pastando compensa qualquer cansaço.

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Pedra Sagrada, Isla del Sol – Bolívia.

Ao final da trilha surge a Pedra Sagrada (Roca Sagrada), uma rocha sagrada para os tihuanacos e incas. Em frente a Pedra Sagrada há uma mesa de pedra que era um altar cerimonial de oferendas e sacrifícios aos deuses. Enquanto os tihuanacos sacrificavam Lhamas e outros tipos de animais, os incas sacrificavam humanos por motivos que variavam desde uma terrível seca, inundação, terremoto até a morte de alguém da realeza, onde uma virgem especialmente selecionada era sacrificada. No caso de um imperador ou chefe da realeza, cem criancinhas eram sacrificadas. Loucura!

Seguindo em frente, você chegará as Ruínas de Chinkana, conhecidas também por El Laberinto, onde é possível ver e chegar a uma prainha paradisíaca da Isla Del Sol – um visual incrível das ruínas, da imensidão e das águas cristalinas do Lago Titicaca. Lá aproveitamos para comer alguma coisa e apesar da água congelante, foi impossível não dar um mergulho nas águas do Titicaca em meio aquela paisagem maravilhosa, até mesmo porque precisávamos recuperar a energia e quando pulamos a nossa “barrinha de energia” foi carregada. Incrível!

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Ruínas de Chinkana ou “El Labirento”, Isla del Sol – Bolívia. Foto: Murilo Mendes Thomaz

Gostaríamos de ficar lá o resto da tarde e ainda visitar o museu com peças de origem inca, artesanatos e fotos, mas não conseguimos ir pois infelizmente, devido a uma falta de informação, percepção e planejamento, tínhamos que voltar novamente a parte sul da ilha porque reservamos o hostel lá e nossas mochilas grandes estavam lá. Portanto, recomendo deixar os mochilões no hostel em Copacabana e levar apenas uma mochila pequena para a Isla del Sol, fazer a trilha e passar a noite no lado norte da ilha para poder aproveitar mais e não precisar fazer a trilha de volta ao lado sul.

Isla-del-Sol-Bolivia-Lago-Titicaca-Copacabana-Trilhas2A trilha de volta foi muito mais cansativa e preocupante pois escureceu e tínhamos apenas um guarda-chuva que tinha lanterna no cabo e um celular para iluminar o caminho para nós quatro e no fim ainda ajudamos uma senhorinha que estava caminhando no escuro e pegou uma “carona” com a gente. Foi uma experiência interessante e conversando durante a caminhada ela nos disse que estava acostumada com as trilhas, subidas e descidas, e que as pessoas da Isla Del Sol nascem, crescem, vivem e morrem lá.

Depois de mais algumas horas de caminhada que totalizaram umas 7 horas caminhando e aproximadamente 16 km percorridos no dia, chegamos ao vilarejo e entramos no primeiro restaurante que vimos. Estavamos exaustos, famintos e com muita sede. Tomamos duas garrafas de 2,5 litros de Coca-Cola gelada e jantamos. Comi um filé de As, com arroz e papas fritas (pra variar!) e depois fomos para o hostel dormir!

E você, já foi a Isla del Sol? Compartilhe  suas dicas e experiências conosco!

No próximo post falarei sobre La Paz, a Capital Administrativa e Sede do Governo da Bolívia!

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Copacabana, Bolívia: Lago Titicaca, Cerro do Calvário e Chicharrón de Trucha

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Av. Costanera, Copacabana. Foto: Guilherme M. Thomaz

Copacabana é a principal cidade do entorno do Lago Titicaca, na Bolívia. O Lago Titicaca que possui uma área de 8.549 km² e é o lago navegável mais alto do mundo,  a 3800 metros acima do nível do mar. A cidade esta localizada a 3.841 metros acima do nível do mar e a aproximadamente 155 quilômetros de La Paz. O nome deriva da expressão do dialeto Aymara, que significa “vista do lago”.

É estranho quando se houve falar na Copacabana Boliviana, mas o mais interessante é que foi a Copacabana da Bolívia que deu origem ao famoso bairro de Copacabana, no Rio de Janeiro. Nossa Senhora de Copacabana é a padroeira da Bolívia e no século XIX, uma réplica local da imagem de Nossa Senhora de Copacabana foi levada por ao Rio de Janeiro por comerciantes espanhóis e uma pequena igreja foi criada para abrigá-la. Esta igreja cresceu e acabou por nomear o atual bairro de Copacabana. Quem diria em…

Apesar de possuir alguns atrativos turísticos interessantes como a Igreja de Nossa Senhora de Copacabana (onde está uma das imagens mais cultuadas da Virgem Maria) e subir o Cerro Calvário, a cidade mais serve de apoio aos viajantes que vão conhecer as ruínas e as ilhas bolivianas no Titicaca e por isso é uma cidade mais cara. É daqui que saem os barcos para visitar a maravilhosa Isla del Sol, a ilha sagrada dos Incas.

Para chegarmos até Copacabana pegamos o trem em Águas Calientes às 15h20 da tarde anterior e chegando em Ollantaytambo pegamos um ônibus para Cusco que chegou às 19h. Às 22h pegamos o ônibus para Copacabana (fomos de Tranzela mas todas as empresas saem esse horário), que chega em Puno às 5h e precisa esperar na rodoviária até as 7h para pegar a conexão até Copacabana. Chegamos lá às 10h e como a cidade é pequena,  os ônibus chegam e partem da Praça Sucre, no “centro”. De lá fomos para o Bash & Crash Perla Del Lago Hotel (Calle 3 de Mayo y Calle Bolívar- Colquepata), localizado perto da Plaza Sucre e ótimo, mais parece um hotel. Os quartos eram limpos, confortáveis e o café-da-manhã é diferenciado! A diária em apartamento quadruplo com banheiro privativo saiu por 220 bolivianos (R$ 55). Na verdade o Perla Del Lago é um hotel, mas também usa a bandeira dos hostels Bash & Crash.

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Chicharrón de Trucha do KIOSKO #13 – Copacabana, Bolivia. Foto: Guilherme Mendes Thomaz

Deixamos nossas coisas e fomos dar uma volta na cidade e almoçar. A Rua 6 de Agosto oferece opções de hospedagem e restaurantes mas acabamos indo até a Av. Costanera e ficar de frente para o lago. Apesar da maioria dos restaurantes serem mais caros, há uns trailers bem na beira do lago que oferecem pratos, que para nossa surpresa, eram muito bons. Comemos um Chicharrón de Trucha com arroz y papas fritas (pra variar) no KIOSKO #13 FELY que estava uma delícia por apenas 20 bolivianos (R$ 5).  Recomendo muito!

Após o almoço, descansamos um pouco, compramos as passagens de barco pra Isla del Sol e para La Paz e em seguida fomos subir o Morro do Calvário. A subida dura 30 minutos e apesar de ser um pouco cansativa, o esforço vale a pena! Tem uma vista sensacional da cidade e do lago Titicaca. O azul da água se mistura com o azul do céu na imensidão e o pôr-do-sol é maravilhoso também. Vá bem agasalhado pois faz muito frio!

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Copacabana vista do Cerro Calvário. Foto: Guilherme Mendes Thomaz

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Machu Picchu: a Cidade Perdida dos Incas

Machu Picchu, a Cidade Perdida dos Incas

Machu Picchu, a Cidade Perdida dos Incas.

Machu Picchu, a Cidade Perdida dos Incas, está localizada à aproximadamente 2.400 metros na Cordilheira dos Andes, no Peru, e por ser o principal legado do Império Inca, é um dos sítios arqueológicos mais famosos e um dos atrativos turísticos mais visitados do mundo. Em 1983, o Santuário Histórico de Machu Picchu foi declarado Patrimônio Cultural e Natural da Humanidade pela UNESCO e em 2007 foi eleito como umas das 7 Maravilhas do Mundo Moderno!

O DESCOBRIMENTO

Há muitas discussões e histórias sobre o descobrimento de Machu Picchu, porém, o atual Parque Arqueológico Nacional de Machu Picchu  foi (re)descoberto e apresentado ao mundo pelo historiador americano Hiram Bringman, em 24 de julho de 1911 (tarde né?). Guiado até o cume por um dos meninos das duas famílias de pastores que residiam no entorno do local, o historiador viu as construções arqueológicas cobertas pelo manto verde da vegetação tropical e em evidente estado de abandono há muitos séculos. Apenas 30% da cidade é de construção original, o restante foi (e está sendo) reconstruído.

HISTÓRIA

Pouco se sabe sobre a história do principal legado do Império Inca. Além de não haver relatos nas crônicas dos conquistadores espanhóis, as edificações de Machu Picchu estão intactas aos característicos atos de destruição realizado pelos espanhóis em outros locais sagrados, o que ressalta a teoria de que os espanhóis nunca a encontraram.  Há diversas teorias sobre a função de Machu Picchu, porém, a teoria mais recente, aceita e apresentada pelos guias afirma que foi um estado do famoso Imperador Inca Pachacuti (1438–1472) construído com o objetivo de supervisionar a economia das regiões conquistadas e com o propósito secreto de refugiar o soberano Inca em caso de ataque. A cidade foi planejada e construída estrategicamente no alto de uma montanha, cercada por outras montanhas (como Waynapicchu, a montanha que aparece atrás das ruínas nos cartões postais) e circundada pelo rio Urubamba. Machu Picchu foi também um grande centro de estudos, onde se ensinava Astronomia, Agronomia, Medicina, Arquitetura, entre outras atividades. Portanto, também é considerada a primeira Universidade das Américas.

Machu Picchu e Waynapicchu (ao fundo). Foto: Guilherme Mendes Thomaz

Machu Picchu e Waynapicchu (montanha ao fundo). Foto: Guilherme Mendes Thomaz

O complexo de Machu Picchu está claramente dividido em duas grandes zonas: a Zona Agrícola, formada por conjuntos de terraços de cultivo e recintos de armazenagem de alimentos (ao sul) e a Zona Urbana, onde viviam os ocupantes e onde se desenvolviam as principais atividades civis e religiosas, destacando as casas, templos, praças e a engenharia hidráulica do local.

Enfim, há muitas coisas interessantes em Machu Picchu, uma mais fascinante que a outra! Para ter ideia isso foi apenas uma pequena introdução perto da experiência e de tudo o que se aprende visitando esse lugar fascinante!

A EXPERIÊNCIA

Acordamos às 4h30, tomamos café da manhã e já saímos para poder pegar os ônibus que levam a Machu Picchu a cada 15 minutos à partir da 5h30 por U$ 17 (Ida e Volta)e dura 10 minutos. Acabamos pegando o ônibus só as 6h30 porque esquecemos de imprimir o ticket de Machu Picchu quando compramos e tivemos que encontrar um lugar para imprimir. As entradas para Macchu Picchu SÓ podem ser compradas antecipadamente pela Internet (http://www.machupicchu.gob.pe/) ou presencialmente nos escritórios do Ministerio de Cultura – Dirección Regional de Cultura de Cusco ou de Águas Calientes (Av. de la Cultura, 238 Condominio Huascar –  Cusco).  No próprio site há um alterta sobre a vendas de ingressos falsos em Cusco.

Entrada para subir até Waynapicchu. Apenas 400 pessoas por dia!

Entrada para subir até Waynapicchu. Apenas 400 pessoas por dia!

Há 4 tipos de ingressos: Machu Picchu (128 soles – R$ ); Machu Picchu – Museo (150 soles – R$ ); Machu Picchu – Waynapicchu (152 soles – R$), preços para ADULTOS EXTRANGEIROS. O ingresso Machu Picchu – Waynapicchu” é o único que da o direito de subir Waynapicchu (a montanha que aparece atrás das ruínas nos cartões postais) e são disponibilizados apenas 400 ingressos disponíveis por dia, divididos em 2 grupos: 200 pessoas das 7h às 8h e as outras 200 das 10h às 11h. Portanto, compre com certa antecedência se quiser subir Waynapicchu!

Como compramos o Machu Picchu – Waynapicchu das 7h, chegamos ao Parque Arqueológico Nacional de Machu Picchu  e fomos direto para a entrada de Waynapicchu. É bom chegar cedo para ser um dos primeiros a entrar e garantir os melhores lugares para curtir e observar Macchu Picchu lá de cima. A “escalada/trilha” até o topo dura de 1h a 2h e a altitude, a inclinação, quantidade de degraus e penhascos que requerem muita atenção, deixam a subida ainda mais emocionante e desafiadora. Mesmo sendo perigosa, pessoas de todas as idades inclusive um casal de argentinos se revezando para carregar a filha deles de uns 3 anos nas costas… Loucura? Irresponsabilidade? Incentivo? Seja o que for,  sorte dela de conhecer lugares incríveis assim tão cedo!

Fomos um dos primeiros a chegar ao topo de Waynapicchu e o fato de estar nublado e não conseguirmos ver nada primeiramente nos deixou frustrado mas ao mesmo tempo despertou uma ansiedade e uma expectativa muito grande. Pegamos uma das melhores pedras para sentar (a mesma pedra da escadinha de madeira) e a cada movimentação das nuvens era uma enorme expectativa de todos. Depois de muita movimentação, o tempo abriu e conseguimos ver Machu Picchu lá longe e foi uma sensação muito emocionante!

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Machu Picchu visto do topo da montanha de Waynapicchu. Foto: Guilherme Mendes Thomaz

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Nosso grupo de Machu Picchu.

Depois de curtir e tirarmos muitas fotos, descemos e aí sim fomos visitar Machu Picchu, de perto. Descendo Waynapicchu, chegamos a Macchu Picchu pela parte de trás e voltamos a entrada do parque para contratarmos um guia turístico. Estavamos em 8 pessoas e fechamos uma visita guiada de aproximadamente 3 horas, em espanhol, com um guia excelente por 100 soles (R$  ), muito barato! Caso esteja sozinho ou em um grupo pequeno, entre em outro ou forme um grupo! Sem as informações, curiosidades e conhecimentos que eles nos passou, Machu Picchu seria apenas pedras… Sério! Não deixe de contratar um guia!

Após o término do tour, por volta das 15h30 o parque já estava bem vazio pois os trens voltam a Ollantaytambo/Cusco neste horário. Como íamos pegar o trem apenas no dia seguinte, ficamos curtindo Machu Picchu e depois subimos até a Casa dos Guardiões. Ficamos sentados lá apreciando a paisagem até as 18h, hora que o parque fecha. Foi incrível passar 12 horas em Machu Picchu, mas de acordo com o nosso guia, isso não será mais possível, pois a partir de Julho de 2012 os visitantes poderão passar apenas 3 horas no Parque Arqueológico Nacional de Machu Picchu para reduzir os impactos causados pela atividade turística.

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Murilo e Pedro curtindo o fim de tarde em Machu Picchu. Foto: Guilherme Mendes Thomaz

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