Isla Del Sol, Lago Titicaca: a Ilha Sagrada dos Incas

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Isla del Sol, Lago Titicaca – Bolívia

A Isla del Solmaravilhosa Ilha Sagrada dos Incas é a maior e mais conhecida das 41 ilhas espalhadas pela imensa área de 8.549 km² do Lago Titicaca, que está a 3.800 metros acima do nível do mar e é o lago navegável mais alto do mundo. Além de ser sagrada, a Isla del Sol tinha uma importante função estratégica no antigo Império Inca, e portanto, há diversas ruínas, santuários e templos dedicados ao Deus Sol onde a maioria delas data do período Inca, no século XV. A partir de descobertas de arqueólogos estima-se que a ilha é habitada há 5.000 anos!

Apesar da terra árida, os habitantes da ilha vivem do cultivo de arroz, batatas e da criação de ovelhas e lhamas. A principal fonte de renda da comunida local vem da agricultura, subsidiada pela pesca e pelo turismo. Atualmente, a Isla Del Sol é povoada por cerca de 3.000 indígenas de origem quechua e aymara, dedicados ao artesanato e ao pastoreio.

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Ovelhas na Isla del Sol, Bolívia. Foto: Guilherme Mendes Thomaz

Para visitar a Isla Del Sol é preciso pegar barcos que saem de Copacabana diariamente às 8h30 e 13h30 em direção aos dois lados da Isla del Sol e custam aproximadamente 20 bolivianos (R$ 5). O trajeto até Challapampa (parte Norte) dura aproximadamente 1h30 e até Yumani (parte Sul), 2 horas.

Optamos por pegar o barco às 8h30 em direção a parte sul da Ilha pois já tínhamos reserva no Hostel HI-Inka Pacha, localizado na parte sul da Ilha.  O trajeto até a Isla Del Sol já é um passeio maravilhoso! Assim que descemos do barco já fomos “cordialmente” recepcionados por uma “mamita” nos cobrando 10 bolivianos para entrar na ilha. Lá na Isla del Sol você paga para tudo e grande parte da comunidade local que tivemos contato não fez questão nenhuma de ser simpático conosco, mas as paisagens deslumbrantes fazem a visita valer a pena e particularmente foi um dos lugares mais incríveis que eu já estive.

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Chegada a Isla del Sol, Lago-Titicaca – Bolívia. Foto: Murilo Mendes Thomaz

Isla-del-Sol-Bolivia-Lago-Titicaca-CopacabanaAo chegar na parte sul, você vai dar de cara com uma grande e íngrime escada pré-colombiana, que conduz os visitantes a Comunidade de Yumani, onde estão os hostels, restaurantes e a Fonte da Juventude. A Fonte tem três jorros, e cada um deles se refere a uma das três máximas incas. Ama K’ella: não seja preguiçoso. AmaLlulla: não seja mentiroso. Ama Sua: não seja ladrão.

Depois de muito esforço e muitos degraus, chegamos ao Hostel HI-Inka Pacha, que faz parte da Rede Hosteling International. Reservamos um quarto triplo com banheiro privativo por R$ 14,27 (55 bolivianos) e quando chegamos lá não havia banheiro no quarto. Mesmo depois de muitas explicações a funcionária do hostel não fez questão nenhuma de resolver e entender a nossa situação e acabamos pagando o valor do quarto com banheiro privado, que nem sequer existia. Apesar de ser um dos albergues mais recomendados no HostelWorld.com, não recomendamos o Hostel HI-Inka Pacha.

Após deixarmos as malas no hostel, fomos almoçar antes de começar nossa caminhada até o lado norte da Ilha. Comi um menu turístico que custou 30 bolivianos (R$ 7) e incluía entrada, prato principal e sobremesa (postre). Como entrada pedi uma sopa de quinoa que é típica da Isla Del Sol, como prato principal um filé de Truta (Trucha) com arroz e batata frita (papas fritas) que estava uma delícia e de sobremesa uma banana com chocolate. Pedimos uma Coca-Cola gelada para acompanhar o almoço, mas nem todos os restaurantes da Isla Del Sol servem as bebidas geladas e as bebidas são servidas na temperatura ambiente!

Assim que almoçamos, iniciamos nossa caminhada até a parte Norte da Ilha. Caminhamos aproximadamente 8 km em 3h30 por uma trilha muito bem sinalizada e bem cansativa devido ao sol forte, as subidas e a altitude. Mas os cenários e paisagens incríveis do lago Titicaca, das ovelhas pastando, das ruínas incas, das ovelhas pastando compensa qualquer cansaço.

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Pedra Sagrada, Isla del Sol – Bolívia.

Ao final da trilha surge a Pedra Sagrada (Roca Sagrada), uma rocha sagrada para os tihuanacos e incas. Em frente a Pedra Sagrada há uma mesa de pedra que era um altar cerimonial de oferendas e sacrifícios aos deuses. Enquanto os tihuanacos sacrificavam Lhamas e outros tipos de animais, os incas sacrificavam humanos por motivos que variavam desde uma terrível seca, inundação, terremoto até a morte de alguém da realeza, onde uma virgem especialmente selecionada era sacrificada. No caso de um imperador ou chefe da realeza, cem criancinhas eram sacrificadas. Loucura!

Seguindo em frente, você chegará as Ruínas de Chinkana, conhecidas também por El Laberinto, onde é possível ver e chegar a uma prainha paradisíaca da Isla Del Sol – um visual incrível das ruínas, da imensidão e das águas cristalinas do Lago Titicaca. Lá aproveitamos para comer alguma coisa e apesar da água congelante, foi impossível não dar um mergulho nas águas do Titicaca em meio aquela paisagem maravilhosa, até mesmo porque precisávamos recuperar a energia e quando pulamos a nossa “barrinha de energia” foi carregada. Incrível!

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Ruínas de Chinkana ou “El Labirento”, Isla del Sol – Bolívia. Foto: Murilo Mendes Thomaz

Gostaríamos de ficar lá o resto da tarde e ainda visitar o museu com peças de origem inca, artesanatos e fotos, mas não conseguimos ir pois infelizmente, devido a uma falta de informação, percepção e planejamento, tínhamos que voltar novamente a parte sul da ilha porque reservamos o hostel lá e nossas mochilas grandes estavam lá. Portanto, recomendo deixar os mochilões no hostel em Copacabana e levar apenas uma mochila pequena para a Isla del Sol, fazer a trilha e passar a noite no lado norte da ilha para poder aproveitar mais e não precisar fazer a trilha de volta ao lado sul.

Isla-del-Sol-Bolivia-Lago-Titicaca-Copacabana-Trilhas2A trilha de volta foi muito mais cansativa e preocupante pois escureceu e tínhamos apenas um guarda-chuva que tinha lanterna no cabo e um celular para iluminar o caminho para nós quatro e no fim ainda ajudamos uma senhorinha que estava caminhando no escuro e pegou uma “carona” com a gente. Foi uma experiência interessante e conversando durante a caminhada ela nos disse que estava acostumada com as trilhas, subidas e descidas, e que as pessoas da Isla Del Sol nascem, crescem, vivem e morrem lá.

Depois de mais algumas horas de caminhada que totalizaram umas 7 horas caminhando e aproximadamente 16 km percorridos no dia, chegamos ao vilarejo e entramos no primeiro restaurante que vimos. Estavamos exaustos, famintos e com muita sede. Tomamos duas garrafas de 2,5 litros de Coca-Cola gelada e jantamos. Comi um filé de As, com arroz e papas fritas (pra variar!) e depois fomos para o hostel dormir!

E você, já foi a Isla del Sol? Compartilhe  suas dicas e experiências conosco!

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Machu Picchu: a Cidade Perdida dos Incas

Machu Picchu, a Cidade Perdida dos Incas

Machu Picchu, a Cidade Perdida dos Incas.

Machu Picchu, a Cidade Perdida dos Incas, está localizada à aproximadamente 2.400 metros na Cordilheira dos Andes, no Peru, e por ser o principal legado do Império Inca, é um dos sítios arqueológicos mais famosos e um dos atrativos turísticos mais visitados do mundo. Em 1983, o Santuário Histórico de Machu Picchu foi declarado Patrimônio Cultural e Natural da Humanidade pela UNESCO e em 2007 foi eleito como umas das 7 Maravilhas do Mundo Moderno!

O DESCOBRIMENTO

Há muitas discussões e histórias sobre o descobrimento de Machu Picchu, porém, o atual Parque Arqueológico Nacional de Machu Picchu  foi (re)descoberto e apresentado ao mundo pelo historiador americano Hiram Bringman, em 24 de julho de 1911 (tarde né?). Guiado até o cume por um dos meninos das duas famílias de pastores que residiam no entorno do local, o historiador viu as construções arqueológicas cobertas pelo manto verde da vegetação tropical e em evidente estado de abandono há muitos séculos. Apenas 30% da cidade é de construção original, o restante foi (e está sendo) reconstruído.

HISTÓRIA

Pouco se sabe sobre a história do principal legado do Império Inca. Além de não haver relatos nas crônicas dos conquistadores espanhóis, as edificações de Machu Picchu estão intactas aos característicos atos de destruição realizado pelos espanhóis em outros locais sagrados, o que ressalta a teoria de que os espanhóis nunca a encontraram.  Há diversas teorias sobre a função de Machu Picchu, porém, a teoria mais recente, aceita e apresentada pelos guias afirma que foi um estado do famoso Imperador Inca Pachacuti (1438–1472) construído com o objetivo de supervisionar a economia das regiões conquistadas e com o propósito secreto de refugiar o soberano Inca em caso de ataque. A cidade foi planejada e construída estrategicamente no alto de uma montanha, cercada por outras montanhas (como Waynapicchu, a montanha que aparece atrás das ruínas nos cartões postais) e circundada pelo rio Urubamba. Machu Picchu foi também um grande centro de estudos, onde se ensinava Astronomia, Agronomia, Medicina, Arquitetura, entre outras atividades. Portanto, também é considerada a primeira Universidade das Américas.

Machu Picchu e Waynapicchu (ao fundo). Foto: Guilherme Mendes Thomaz

Machu Picchu e Waynapicchu (montanha ao fundo). Foto: Guilherme Mendes Thomaz

O complexo de Machu Picchu está claramente dividido em duas grandes zonas: a Zona Agrícola, formada por conjuntos de terraços de cultivo e recintos de armazenagem de alimentos (ao sul) e a Zona Urbana, onde viviam os ocupantes e onde se desenvolviam as principais atividades civis e religiosas, destacando as casas, templos, praças e a engenharia hidráulica do local.

Enfim, há muitas coisas interessantes em Machu Picchu, uma mais fascinante que a outra! Para ter ideia isso foi apenas uma pequena introdução perto da experiência e de tudo o que se aprende visitando esse lugar fascinante!

A EXPERIÊNCIA

Acordamos às 4h30, tomamos café da manhã e já saímos para poder pegar os ônibus que levam a Machu Picchu a cada 15 minutos à partir da 5h30 por U$ 17 (Ida e Volta)e dura 10 minutos. Acabamos pegando o ônibus só as 6h30 porque esquecemos de imprimir o ticket de Machu Picchu quando compramos e tivemos que encontrar um lugar para imprimir. As entradas para Macchu Picchu SÓ podem ser compradas antecipadamente pela Internet (http://www.machupicchu.gob.pe/) ou presencialmente nos escritórios do Ministerio de Cultura – Dirección Regional de Cultura de Cusco ou de Águas Calientes (Av. de la Cultura, 238 Condominio Huascar –  Cusco).  No próprio site há um alterta sobre a vendas de ingressos falsos em Cusco.

Entrada para subir até Waynapicchu. Apenas 400 pessoas por dia!

Entrada para subir até Waynapicchu. Apenas 400 pessoas por dia!

Há 4 tipos de ingressos: Machu Picchu (128 soles – R$ ); Machu Picchu – Museo (150 soles – R$ ); Machu Picchu – Waynapicchu (152 soles – R$), preços para ADULTOS EXTRANGEIROS. O ingresso Machu Picchu – Waynapicchu” é o único que da o direito de subir Waynapicchu (a montanha que aparece atrás das ruínas nos cartões postais) e são disponibilizados apenas 400 ingressos disponíveis por dia, divididos em 2 grupos: 200 pessoas das 7h às 8h e as outras 200 das 10h às 11h. Portanto, compre com certa antecedência se quiser subir Waynapicchu!

Como compramos o Machu Picchu – Waynapicchu das 7h, chegamos ao Parque Arqueológico Nacional de Machu Picchu  e fomos direto para a entrada de Waynapicchu. É bom chegar cedo para ser um dos primeiros a entrar e garantir os melhores lugares para curtir e observar Macchu Picchu lá de cima. A “escalada/trilha” até o topo dura de 1h a 2h e a altitude, a inclinação, quantidade de degraus e penhascos que requerem muita atenção, deixam a subida ainda mais emocionante e desafiadora. Mesmo sendo perigosa, pessoas de todas as idades inclusive um casal de argentinos se revezando para carregar a filha deles de uns 3 anos nas costas… Loucura? Irresponsabilidade? Incentivo? Seja o que for,  sorte dela de conhecer lugares incríveis assim tão cedo!

Fomos um dos primeiros a chegar ao topo de Waynapicchu e o fato de estar nublado e não conseguirmos ver nada primeiramente nos deixou frustrado mas ao mesmo tempo despertou uma ansiedade e uma expectativa muito grande. Pegamos uma das melhores pedras para sentar (a mesma pedra da escadinha de madeira) e a cada movimentação das nuvens era uma enorme expectativa de todos. Depois de muita movimentação, o tempo abriu e conseguimos ver Machu Picchu lá longe e foi uma sensação muito emocionante!

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Machu Picchu visto do topo da montanha de Waynapicchu. Foto: Guilherme Mendes Thomaz

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Nosso grupo de Machu Picchu.

Depois de curtir e tirarmos muitas fotos, descemos e aí sim fomos visitar Machu Picchu, de perto. Descendo Waynapicchu, chegamos a Macchu Picchu pela parte de trás e voltamos a entrada do parque para contratarmos um guia turístico. Estavamos em 8 pessoas e fechamos uma visita guiada de aproximadamente 3 horas, em espanhol, com um guia excelente por 100 soles (R$  ), muito barato! Caso esteja sozinho ou em um grupo pequeno, entre em outro ou forme um grupo! Sem as informações, curiosidades e conhecimentos que eles nos passou, Machu Picchu seria apenas pedras… Sério! Não deixe de contratar um guia!

Após o término do tour, por volta das 15h30 o parque já estava bem vazio pois os trens voltam a Ollantaytambo/Cusco neste horário. Como íamos pegar o trem apenas no dia seguinte, ficamos curtindo Machu Picchu e depois subimos até a Casa dos Guardiões. Ficamos sentados lá apreciando a paisagem até as 18h, hora que o parque fecha. Foi incrível passar 12 horas em Machu Picchu, mas de acordo com o nosso guia, isso não será mais possível, pois a partir de Julho de 2012 os visitantes poderão passar apenas 3 horas no Parque Arqueológico Nacional de Machu Picchu para reduzir os impactos causados pela atividade turística.

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Murilo e Pedro curtindo o fim de tarde em Machu Picchu. Foto: Guilherme Mendes Thomaz

No próximo post falarei sobre o nosso dia em Águas Calientes, volta a Cusco e ida a Copacabana, Bolívia! 

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Ollantaytambo, Vale Sagrado - Peru

Ruínas de Ollantaytambo, Vale Sagrado dos Incas.

Quando tinha acabado de dormir, logo depois meu irmão e o Gringo vieram me acordar para arrumar a mala e dar uma última volta em Cusco antes de irmos para Ollantaytambo pegar o trem para Águas Calientes (cidadezinha localizada aos pés de Machu Picchu) mas eu não tinha condições! Eles foram a Qorikancha – Templo del Sol e curtiram muito!

Depois de tomarmos uma Dieta de Pollo e comermos um Lomo Saltado deliciosos por 15 soles (R$11) na Calle Plateros, fomos para Ollantaytambo. Nós optamos por ir de taxi (120 soles – R$ 90) mas também da pra ir de van, ônibus ou a melhor opção de todas: comprar um tour pelo Vale Sagrado! O tour é a melhor opção pois além de ser praticamente o mesmo valor do taxi, há vários sítios arqueológicos no caminho que fazem parte do Boleto Turístico de Cusco, inclusive Ollantaytambo, que é uma das últimas, realmente vale a pena. Desta forma você paga o mesmo valor, vê as ruínas e fica em Ollantaytambo enquanto o grupo segue e volta para Cusco. De táxi nós fomos sem parar nas ruínas mas pelo menos deu pra ver as incríveis paisagens do Vale Sagrado!  Outra dica é comprar o trem de Ollantaytambo para Águas Callientes/Machu Picchu às 21h00 para poder aproveitar o dia em Ollantaytambo, que também vale muito a pena. Fui um dos lugares que eu mais gostei!

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Ruínas de Ollantaytambo, Peru. Foto: Murilo Mendes Thomaz

Ollantaytambo é um pueblo inca muito charmoso, localizado a 75 kilômetros de Cusco (1h30 – 2h de carro ou van) e a 2.792 metros acima do nível do mar. Devido a sua arquitetura inca original, o planejamento e a qualidade com que as pedras foram trabalhadas individualmente, Ollantaytambo é considerada uma obra monumental da arquitetura incaica sendo um dos complexos arquitetônicos mais monumentais, peculiares e surpreendentes do antigo Império Inca. Além do Templo do Sol, gigantescas formações rochosas e terraços, ruas retas e estreitas, muros altos, a característica das casas, pátios e da praça principal formam um verdadeiro legado histórico e cultural. Apesar de ser chamado “Fortaleza” devido a seus grandes muros e terraças, foi na verdade um complexo militar, religioso, administrativo e agrícola.

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Terrazas de Ollantaytambo, Peru. Foto: Guilherme Mendes Thomaz

Chegamos e fomos procurar algum lugar para deixar nossas mochilas grandes nos albergues, hotéis, restaurantes e lojas de artesanato e arte no entorno da Praça Central. Conseguimos deixar de graça no Hostal Kiswar Cafe e fomos visitar as duas ruínas de Ollantaytambo, que ambas exigem muito esforço dos atletas para escalar e subir os degraus. A vista da cidadezinha cercada pelas montanhas e um sol maravilhoso recompensam todo o esforço e proporcionam uma sensação indescritível!

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Vista de Ollantaytambo das ruínas. Foto: Guilherme Mendes Thomaz

Depois de visitar as ruínas, fomos a Feirinha de Artesanato. Os produtos são de boa qualidade e os valores são negociáveis, é só “pechinchar”. Compramos chompas (aquelas blusas típicas da América Latina feita de lã de alpaca) por 30 soles (R$ 22,50), cachecóis, chaveiros, etc. Em seguida jantamos no Hostal Kiswar Cafe para retribuir o favor das mochilas e fomos para a Estação de Trem de Ollantaytambo (localizada a 10 minutos caminhando) para pegarmos o trem da Peru Rail com destino a Águas Calientes às 21h. Foi esperando o trem que conhecemos o Gabriel, um brasileiro que estava viajando na “carreira solo” e como o roteiro dele era muito parecido com o nosso (principalmente com o meu), acabou sendo meu 3º companheiro de viagem e seguimos juntos até o Chile!

Águas Calientes ou Machupicchu Pueblo surgiu no ano de 1911, com o início da construção da ferrovia e 10 anos após o descobrimento de Machu Picchu em 1901, a cidade sagrada dos Incas. Águas Calientes é uma cidade pacata, charmosa e devido a sua proximidade de Machu Picchu, serve de apoio logístico e além de oferecer diversas opções de hostels, hotéis e restaurantes, possui bares, farmácias, Internet, casas de câmbio, caixas automático, posto policial e de saúde para casos de emergência. 

Por ser uma cidade cara comparada com as demais, muitas pessoas não pernoitam ou pernoitam apenas na noite anterior a Machu Picchu. Nós decidimos dormir lá por duas noites para poder pegar os ônibus que levam a Machu Picchu a cada 15 minutos à partir da 5h30 da manhã e visitar as ruínas bem cedo, antes do tumulto do final da manhã provocado pela chegada dos passageiros que desembarcam diariamente pelo trem. Além disso, aproveitamos o dia inteiro no Parque Arqueológico Nacional de Machu Picchu com tranquilidade, o que não é possível fazer normalmente pois o trem para voltar a Cusco normalmente sai bem no meio da tarde. 

Chegamos em Águas Calientes as 23h e fomos direto para o Hostel Terrazas del Inca (Calle Wiracocha M-18-4), que mais parecia um hotel. O café da manhã era excelente e servia suco, leite, ovo, salada de fruta, chá, pão e manteiga, os quartos eram limpos e confortáveis, sem contar que está localizado nas margens do Rio Urubamba e o barulho da água era muito agradável. A diária em apartamento triplo com banheiro privado foi 200 soles (R$ 128). Recomendo!

No próximo post falarei sobre o nosso dia em Machu Picchu!

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Plaza de Armas – Cusco, Peru.

Cuscoestá situada no sudeste do Vale de Huatanay ou Vale Sagrado dos Incas, ao sul dos Andes peruanos, a 3.250 metros de altitude. É a primeira cidade turística do país e uma das mais importantes da América. Conhecida pelos incas como a “Cidade Sagrada”, Cusco foi a capital de um dos principais impérios pré-colombianos: o Tahuantinsuyo, mais conhecido como Império Inca. Cusco em Quechua significa “umbigo do mundo” devido ao fato da cidade controlar uma vasta rede de caminhos que uniam, na prática, toda a América do Sul, desde o sul da Colômbia até o norte da Argentina.

Em 1532, após a chegada dos espanhóis e o fim do império, o conquistador espanhol Francisco Pizarro invadiu, saqueou e destruiu a cidade com o objetivo de destruir a civilização inca e construir com suas pedras e tijolos as novas igrejas cristãs e demais edifícios administrativos dos dominadores.

Com aproximadamente 300.000 habitantes, atualmente é a capital do departamento de Cusco e da província de Cusco. Por toda a sua história, cultura, suas ruínas, construções e todos os demais atrativos turísticos histórico-culturais, Cusco é considerada a Capital Arqueológica da América Latina e Patrimônio Cultural do Mundo!

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Chegamos em Cusco às 16h (em vez de 11h), pegamos um taxi e fomos direto para o Ecopackers Hostel, o melhor hostel da viagem. O hostel fica bem próximo da Plaza de Armas, é gigantesco e além da excelente infra-estrutura, a equipe é muito atenciosa, organizada e os quartos são muito limpos, confortáveis e seguros. Ficamos hospedados em dormitórios de 18 pessoas por U$ 6,75 a diária com café da manhã! Os hostels em Cusco são famosos pelas festas e apesar de ter muitas áreas comuns e um bar, o Ecopackers estava bem tranquilo, pelo menos enquanto estavamos lá… uma pena!  Para quem busca um hostel festeiro, dizem que o The Point Hostel é um dos mais recomendados.

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Mercado San Pedro, Cusco.

Fizemos Check-in, deixamos nossas malas e fomos dar aquela volta de reconhecimento pela cidade. Passamos pela Igreja de Santa Teresa, Plaza e Convento San Francisco, Rua de Santa Clara e Convento de Santa Clara, Convento de São Pedro e o Mercado de San Pedro, onde há diversas barraquinhas vendendo desde artesanatos locais até frutas, lanches, sucos. Não somos nojentos mas infelizmente não tivemos coragem de comer nada servido por lá! Saindo do mercado passamos pela Rua Marques e pela Plaza y Convento La Merced.

Voltamos ao hostel e jantamos por lá mesmo. Comemos um “Churrasco” bem gostoso feito no restaurante do hostel que vinha Carne de Alpaca, Lingüiça, Carne de Rés, Pollo y Papas Fritas (pra variar), por 15 soles (R$11) e ficamos tomando cerveja até irmos para o Mama África (Portal de Panes, 109 Plaza de Armas), umas das baladas mais famosas de Cusco. O lugar é pequeno, agitado, toca de tudo, a cerveja custa 10 soles (R$ 7) e o melhor de tudo (depois das gringas é claro) é que não paga nada pra entrar!  Na saída encontrei (por acaso) o Noah, um amigo americano que eu não via e conversava fazia muito tempo e eu nem sabia que ele estava lá, foi incrível!

No próximo post falarei sobre o nosso segundo dia em Cusco!

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