Cusco: Plaza de Armas, Saqsayhuamán, Boleto Turístico e Churrasco Inca (6º DIA – 11/03/2012)

Em nosso 2º dia em Cusco acordamos e fomos conversar na agência do hostel para obter informações sobre o transporte até Machu Picchu porque apesar de ser baixa temporada, é recomendado comprar o ingresso e a passagem de trem de Ollantaytambo para Machu Picchu (Águas Callientes na verdade) antecipadamente. Falarei sobre os detalhes, valores e o acesso no próximo post, sobre Ollantaytambo, Águas Callientes e Machu Picchu! Depois de comprarmos as passagens de trem na Peru Rail, fomos a Plaza de Armas e em seguida fomos caminhando até uma parte super alta de Cusco que da pra ver a cidade inteira.

Cusco-Peru-Vista-Panoramica

Cusco, Peru. Foto: Murilo Mendes Thomaz

Caminhamos um pouco mais e chegamos até Saqsayhumán, uma ruína localizada a 2 km do Centro de Cusco. Apesar de não ser muito distante, o caminho é bem íngrime e um pouco cansativo. É incrível como as pedras gigantes dessa ruína foram encaixadas perfeitamente pelos Incas. Apesar de parecer e dizerem que esta ruína foi uma fortaleza inca, teorias atuais apresentam que Saqsayhumán foi um local sagrado dedicado ao culto do Deus-Sol e um centro astronômico.

Saqsayhuamán-Cusco-Peru

Ruínas de Saqsayhuamán – Cusco, Peru. Foto: Murilo Mendes Thomaz

A 1,5 km de Sacsayhuamán está Q’enqo, um complexo arqueológico onde se encontram mesas e altares que eram dedicados a rituais agrícolas. A 3 km de Qenqo está Pukapukara, ruínas de uma pequena fortaleza inca que conserva muros, corredores, salas, aquedutos e fontes. A 1 km de Puca Pucara você estará em Tambomachay – Baño del Inca, (que em quéchua, significa “lugar de descanso”) um santuário composto por terraços de pedra talhada por onde a água flui.

Para visitar estes lugares é necessário adquirir o Boleto Turístico de Cusco, que é vendido por 130 soles/R$ 96 (Inteira) e 70 soles/R$ 52 (Estudantes) e dá o direito de visitar por 10 dias, 16 atrativos turísticos, sítios arqueológicos e museus de Cusco. Além de Saqsayhuamán, Q’enqo, Pukapukara e Tambomachay você também poderá visitar: Moray, Ollantaytambo, Pisac, Chinchero, Tipón, Pikillacta, Museo de Sitio de Qoricancha, Museo Municipal de Arte Contemporáneo, Museo Histórico Regional,  Museo de Arte Popular, Monumento Pachacuteq e Centro Qosqo de Arte Nativo. Vale a pena comprar o Boleto Turístico porque sai mais barato do que pagar as entradas separadas!

No almoço fomos procurar um lugar para comer um prato típico peruano, porém muito exótico, o Cuy, conhecido no Brasil por Porquinho da Índia. Apesar de dar dó, estavamos muito curiosos para experimentar esse prato. Após pesquisarmos o preço e pedir indicações de restaurantes acabamos indo no El Meson (Calle San Juan de Dios, 105), um restaurante agradável, acessível e fica de frente para a Plaza de Armas. O garçom sugeriu e pedimos o Churrasco Inca, que vem carne de Alpaca, Cordeiro, Cuy (Porquinho da Índia), Pollo, Rés e Papas Fritas suficiente para 2 a 3 pessoas comerem, por 90 soles (R$ 67). Estava uma delícia e apesar do Cuy ter pouca carne, eu achei saborosa! (Animal protectors que me desculpem!)

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Delicioso Churrasco Inca do Restaurante El Meson: Cuy (Porquinho da Índia, Alpaca, Cordeiro, Pollo, Rés y Papas Fritas. Foto: Guilherme Mendes Thomaz

Após o almoço fomos comprar a nossa passagem de ônibus de Cusco para Copacabana, na Bolívia, que seria nosso próximo destino depois de Machu Picchu. Voltamos ao hostel, jogamos baralho e depois fomos em um bar chamado “El Viejo” (Calle Plateros) para tomar uma cerveja com o Noah, um amigo americano que eu havia coincidentemente encontrado na noite anterior, saindo do Mama África.

Foi nessa  última noite em Cusco é que infelizmente descobri os efeitos da altitude. No fim da tarde esfriou bastante e como eu só estava com uma blusa fina acabei ficando um pouco gripado. Na hora de dormir, meu peito estava doendo muito, estava com dificuldade pra respirar e minha cabeça parecia que ia explodia (não estava de ressaca). Depois de ficar tentando dormir até as 5h00 da manhã, decidi ir até a recepção do hostel e eles indicaram o Chá de Coca (a maioria dos hostels tem uma mesinha com água quente, folhas de coca e açúcar mascavo). Tomei uma xícara e já me senti tão bem que enquanto esperava para tomar outra cochilei no sofá do hostel. Acordei um tempinho depois, fui pra cama dormir!

No próximo post falarei sobre a nossa ida a Ollantaytambo, Águas Callientes e preparativos para Machu Picchu!

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Lima: Centro Histórico e Ceviche de Pescado (1º DIA – 06/03/2012)

Lima-PeruLimaa capital do Peru tem aproximadamente 8,5 milhões de habitantes e além de ser a maior e mais importante cidade do Peru é a 5a cidade mais populosa da América Latina, onde 30% da população peruana residem em Lima e Região Metropolitana de Lima.  Está localizada na costa central do país, as margens do Oceano Pacífico e além de suas atrações como sítios arqueológicos, praças e parques, espaços culturais, museus e galerias de arte, a cidade também oferece muitas opções de bares, baladas, shoppings e restaurantes onde a culinária é fantástica.

Tudo isso contribui para que Lima seja cada vez mais reconhecida como um pólo regional quanto ao desenvolvimento das artes e a culinaría peruana (especialmente a de Lima) como uma das melhores do mundo! Dentre os principais pratos que experimentei durante a viagem estão o Ceviche (peixe cru marinado em suco de limão), Lomo Saltado (tirinhas de filé salteado com cebola e tomate), o Arroz com pollo y papas (arroz com frango e batata frita), Ají de Gallina (frango com molho apimentado acompanhado de arroz, ovos cozidos e batata), Chicharrones (porção de carne suína frita, tipo um torresmo) e os prato mais exóticos de todos, o Cuy (porquinho da índia assado) e Anticuchos (coração de boi). Além de preços acessíveis, todos eles são uma delícia e a gastronomia peruana realmente é sensacional!

Lima: Centro Histórico e Ceviche de Pescado  (DIA 1 – 06/03/2012)

Chegamos em Lima por volta de meia noite e apesar de ser MUITO barato andar de taxi em toda a América Latina em geral, por questões de segurança optamos por reservar um traslado oferecido pelo hostel que custou US$ 20 (os três). Nos hospedamos no Ekeko Hostel (Calle Garcia Calderon 274, Miraflores), um hostel aconchegante, bem localizado, com um clima bem familiar e o valor da diária em dormitório de 10 pessoas foi R$ 18. Recomendo!

Deixamos nossas malas, tomamos banho e fomos procurar alguma coisa pra comer.  Próximo ao hostel, caminhando 10 minutos pela Avenida Arequipa encontramos um lugar que tem um monte de barzinhos e restaurantes legais, em frente ao Parque Central de Miraflores e do Parque John F. Kennedy, dois parques muito charmosos. Tomamos uma cerveja local chamada Cristal, comemos Arroz com pollo y papas e Anticuchos (OBS.: os pratos no Peru costumam ser bem servidos e muitas vezes são suficientes para duas pessoas).

Depois de comer, voltamos para o Ekeko Hostel onde dormimos por algumas horas e logo cedo já tomamos café-da-manhã no hostel e fomos conhecer o Centro Histórico de Lima. Pegamos uma van na Av. Arequipa por 1,20 soles e descemos (bajamos) na Calle Tacna com a Calle Wilson, início do Centro Histórico. De início você já percebe o trânsito caótico de Lima e o mais interessante é que o transporte público da cidade é composto por ônibus, micro-ônibus e combis que passam gritando e “recolhendo” as pessoas na rua, tocando reggaeton super alto! Muito loco!

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Casas Coloniais no Centro Histórico de Lima, Peru.

Decidimos conhecer todo o Centro Histórico de Lima caminhando e apesar de termos pesquisado sobre alguns lugares, fomos conhecendo de acordo com que as praças, monumentos, parques e edifícios iam “surgindo”. Apresar de cansativo (caminhamos das 10h às 18h com pausa de 1 hora para almoçar), era uma supresa a cada esquina!

Logo que iniciamos nossa caminhada pelo Centro Histórico já vimos diversas casas coloniais com aqueles balcões/bancadas de madeiras entalhadas que datam da época republicana. Em seguida visitamos o Plaza de Armas, Palácio Del Govierno, Catedral Metropolitana, Prefeitura de Lima, Palácio Arzobispal, Casa de Literatura Peruana, Calle R. J. R. Ancash (bom para comprar artesanatos e souveniers), Iglesia y Convento San Francisco, Museo del Banco Central (muito interessante, entrada e tours guiados em Espanhol/Inglês grátis!), Palácio Torre Togle, Iglesia de San Pedro e depois de ver vários restaurantes, decidimos almoçar na Cevichería Heydi (Calle Puno, 371 entre Lampa e Azangaro), onde fomos super bem atendidos, comemos um Ceviche de Pescado delícioso que deu pra 4 pessoas, acompanhado de Inca Cola (um refrigerante super bom sabor Tutti Frutti) e Cusqueña (cerveja peruana). Comemos e bebemos super bem e a conta deu 14 soles para cada (R$ 10) e além de mim, o Lonely Planet também recomenda este restaurante em seu guia do Peru!

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Ceviche, prato típico peruano. Foto: Guilherme Mendes Thomaz

Após o almoço fomos conhecer a Plaza San Izidro, Palácio da Justiça, Parque de La Exposición, Estádio do Nacional, Mercado Central de Lima, Chinatown, Iglesia San Augustin e por fim o Santuário de Santa Rosa de Lima.

Nós não fizemos, mas outra opção interessante e que vale a pena fazer é o FREE WALKING TOUR OF CENTRAL LIMA, um walking tour grátis com guia local em Inglês que tem saídas diárias às 10h30 e 14h30 e tem duração de 2 horas. Clique aqui para maiores informações! 

Chegamos no hostel exaustos, tomamos banho, cerveja, jogamos Kings Cup com o pessoal do hostel e fomos dar uma descansada para o nosso segundo dia em Lima, que falarei no próximo post!

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