Vale Sagrado dos Incas: Ollantaytambo e Águas Calientes (7ºDIA – 12/05/2012)

Ollantaytambo, Vale Sagrado - Peru

Ruínas de Ollantaytambo, Vale Sagrado dos Incas.

Quando tinha acabado de dormir, logo depois meu irmão e o Gringo vieram me acordar para arrumar a mala e dar uma última volta em Cusco antes de irmos para Ollantaytambo pegar o trem para Águas Calientes (cidadezinha localizada aos pés de Machu Picchu) mas eu não tinha condições! Eles foram a Qorikancha – Templo del Sol e curtiram muito!

Depois de tomarmos uma Dieta de Pollo e comermos um Lomo Saltado deliciosos por 15 soles (R$11) na Calle Plateros, fomos para Ollantaytambo. Nós optamos por ir de taxi (120 soles – R$ 90) mas também da pra ir de van, ônibus ou a melhor opção de todas: comprar um tour pelo Vale Sagrado! O tour é a melhor opção pois além de ser praticamente o mesmo valor do taxi, há vários sítios arqueológicos no caminho que fazem parte do Boleto Turístico de Cusco, inclusive Ollantaytambo, que é uma das últimas, realmente vale a pena. Desta forma você paga o mesmo valor, vê as ruínas e fica em Ollantaytambo enquanto o grupo segue e volta para Cusco. De táxi nós fomos sem parar nas ruínas mas pelo menos deu pra ver as incríveis paisagens do Vale Sagrado!  Outra dica é comprar o trem de Ollantaytambo para Águas Callientes/Machu Picchu às 21h00 para poder aproveitar o dia em Ollantaytambo, que também vale muito a pena. Fui um dos lugares que eu mais gostei!

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Ruínas de Ollantaytambo, Peru. Foto: Murilo Mendes Thomaz

Ollantaytambo é um pueblo inca muito charmoso, localizado a 75 kilômetros de Cusco (1h30 – 2h de carro ou van) e a 2.792 metros acima do nível do mar. Devido a sua arquitetura inca original, o planejamento e a qualidade com que as pedras foram trabalhadas individualmente, Ollantaytambo é considerada uma obra monumental da arquitetura incaica sendo um dos complexos arquitetônicos mais monumentais, peculiares e surpreendentes do antigo Império Inca. Além do Templo do Sol, gigantescas formações rochosas e terraços, ruas retas e estreitas, muros altos, a característica das casas, pátios e da praça principal formam um verdadeiro legado histórico e cultural. Apesar de ser chamado “Fortaleza” devido a seus grandes muros e terraças, foi na verdade um complexo militar, religioso, administrativo e agrícola.

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Terrazas de Ollantaytambo, Peru. Foto: Guilherme Mendes Thomaz

Chegamos e fomos procurar algum lugar para deixar nossas mochilas grandes nos albergues, hotéis, restaurantes e lojas de artesanato e arte no entorno da Praça Central. Conseguimos deixar de graça no Hostal Kiswar Cafe e fomos visitar as duas ruínas de Ollantaytambo, que ambas exigem muito esforço dos atletas para escalar e subir os degraus. A vista da cidadezinha cercada pelas montanhas e um sol maravilhoso recompensam todo o esforço e proporcionam uma sensação indescritível!

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Vista de Ollantaytambo das ruínas. Foto: Guilherme Mendes Thomaz

Depois de visitar as ruínas, fomos a Feirinha de Artesanato. Os produtos são de boa qualidade e os valores são negociáveis, é só “pechinchar”. Compramos chompas (aquelas blusas típicas da América Latina feita de lã de alpaca) por 30 soles (R$ 22,50), cachecóis, chaveiros, etc. Em seguida jantamos no Hostal Kiswar Cafe para retribuir o favor das mochilas e fomos para a Estação de Trem de Ollantaytambo (localizada a 10 minutos caminhando) para pegarmos o trem da Peru Rail com destino a Águas Calientes às 21h. Foi esperando o trem que conhecemos o Gabriel, um brasileiro que estava viajando na “carreira solo” e como o roteiro dele era muito parecido com o nosso (principalmente com o meu), acabou sendo meu 3º companheiro de viagem e seguimos juntos até o Chile!

Águas Calientes ou Machupicchu Pueblo surgiu no ano de 1911, com o início da construção da ferrovia e 10 anos após o descobrimento de Machu Picchu em 1901, a cidade sagrada dos Incas. Águas Calientes é uma cidade pacata, charmosa e devido a sua proximidade de Machu Picchu, serve de apoio logístico e além de oferecer diversas opções de hostels, hotéis e restaurantes, possui bares, farmácias, Internet, casas de câmbio, caixas automático, posto policial e de saúde para casos de emergência. 

Por ser uma cidade cara comparada com as demais, muitas pessoas não pernoitam ou pernoitam apenas na noite anterior a Machu Picchu. Nós decidimos dormir lá por duas noites para poder pegar os ônibus que levam a Machu Picchu a cada 15 minutos à partir da 5h30 da manhã e visitar as ruínas bem cedo, antes do tumulto do final da manhã provocado pela chegada dos passageiros que desembarcam diariamente pelo trem. Além disso, aproveitamos o dia inteiro no Parque Arqueológico Nacional de Machu Picchu com tranquilidade, o que não é possível fazer normalmente pois o trem para voltar a Cusco normalmente sai bem no meio da tarde. 

Chegamos em Águas Calientes as 23h e fomos direto para o Hostel Terrazas del Inca (Calle Wiracocha M-18-4), que mais parecia um hotel. O café da manhã era excelente e servia suco, leite, ovo, salada de fruta, chá, pão e manteiga, os quartos eram limpos e confortáveis, sem contar que está localizado nas margens do Rio Urubamba e o barulho da água era muito agradável. A diária em apartamento triplo com banheiro privado foi 200 soles (R$ 128). Recomendo!

No próximo post falarei sobre o nosso dia em Machu Picchu!

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Cusco: Plaza de Armas, Saqsayhuamán, Boleto Turístico e Churrasco Inca (6º DIA – 11/03/2012)

Em nosso 2º dia em Cusco acordamos e fomos conversar na agência do hostel para obter informações sobre o transporte até Machu Picchu porque apesar de ser baixa temporada, é recomendado comprar o ingresso e a passagem de trem de Ollantaytambo para Machu Picchu (Águas Callientes na verdade) antecipadamente. Falarei sobre os detalhes, valores e o acesso no próximo post, sobre Ollantaytambo, Águas Callientes e Machu Picchu! Depois de comprarmos as passagens de trem na Peru Rail, fomos a Plaza de Armas e em seguida fomos caminhando até uma parte super alta de Cusco que da pra ver a cidade inteira.

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Cusco, Peru. Foto: Murilo Mendes Thomaz

Caminhamos um pouco mais e chegamos até Saqsayhumán, uma ruína localizada a 2 km do Centro de Cusco. Apesar de não ser muito distante, o caminho é bem íngrime e um pouco cansativo. É incrível como as pedras gigantes dessa ruína foram encaixadas perfeitamente pelos Incas. Apesar de parecer e dizerem que esta ruína foi uma fortaleza inca, teorias atuais apresentam que Saqsayhumán foi um local sagrado dedicado ao culto do Deus-Sol e um centro astronômico.

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Ruínas de Saqsayhuamán – Cusco, Peru. Foto: Murilo Mendes Thomaz

A 1,5 km de Sacsayhuamán está Q’enqo, um complexo arqueológico onde se encontram mesas e altares que eram dedicados a rituais agrícolas. A 3 km de Qenqo está Pukapukara, ruínas de uma pequena fortaleza inca que conserva muros, corredores, salas, aquedutos e fontes. A 1 km de Puca Pucara você estará em Tambomachay – Baño del Inca, (que em quéchua, significa “lugar de descanso”) um santuário composto por terraços de pedra talhada por onde a água flui.

Para visitar estes lugares é necessário adquirir o Boleto Turístico de Cusco, que é vendido por 130 soles/R$ 96 (Inteira) e 70 soles/R$ 52 (Estudantes) e dá o direito de visitar por 10 dias, 16 atrativos turísticos, sítios arqueológicos e museus de Cusco. Além de Saqsayhuamán, Q’enqo, Pukapukara e Tambomachay você também poderá visitar: Moray, Ollantaytambo, Pisac, Chinchero, Tipón, Pikillacta, Museo de Sitio de Qoricancha, Museo Municipal de Arte Contemporáneo, Museo Histórico Regional,  Museo de Arte Popular, Monumento Pachacuteq e Centro Qosqo de Arte Nativo. Vale a pena comprar o Boleto Turístico porque sai mais barato do que pagar as entradas separadas!

No almoço fomos procurar um lugar para comer um prato típico peruano, porém muito exótico, o Cuy, conhecido no Brasil por Porquinho da Índia. Apesar de dar dó, estavamos muito curiosos para experimentar esse prato. Após pesquisarmos o preço e pedir indicações de restaurantes acabamos indo no El Meson (Calle San Juan de Dios, 105), um restaurante agradável, acessível e fica de frente para a Plaza de Armas. O garçom sugeriu e pedimos o Churrasco Inca, que vem carne de Alpaca, Cordeiro, Cuy (Porquinho da Índia), Pollo, Rés e Papas Fritas suficiente para 2 a 3 pessoas comerem, por 90 soles (R$ 67). Estava uma delícia e apesar do Cuy ter pouca carne, eu achei saborosa! (Animal protectors que me desculpem!)

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Delicioso Churrasco Inca do Restaurante El Meson: Cuy (Porquinho da Índia, Alpaca, Cordeiro, Pollo, Rés y Papas Fritas. Foto: Guilherme Mendes Thomaz

Após o almoço fomos comprar a nossa passagem de ônibus de Cusco para Copacabana, na Bolívia, que seria nosso próximo destino depois de Machu Picchu. Voltamos ao hostel, jogamos baralho e depois fomos em um bar chamado “El Viejo” (Calle Plateros) para tomar uma cerveja com o Noah, um amigo americano que eu havia coincidentemente encontrado na noite anterior, saindo do Mama África.

Foi nessa  última noite em Cusco é que infelizmente descobri os efeitos da altitude. No fim da tarde esfriou bastante e como eu só estava com uma blusa fina acabei ficando um pouco gripado. Na hora de dormir, meu peito estava doendo muito, estava com dificuldade pra respirar e minha cabeça parecia que ia explodia (não estava de ressaca). Depois de ficar tentando dormir até as 5h00 da manhã, decidi ir até a recepção do hostel e eles indicaram o Chá de Coca (a maioria dos hostels tem uma mesinha com água quente, folhas de coca e açúcar mascavo). Tomei uma xícara e já me senti tão bem que enquanto esperava para tomar outra cochilei no sofá do hostel. Acordei um tempinho depois, fui pra cama dormir!

No próximo post falarei sobre a nossa ida a Ollantaytambo, Águas Callientes e preparativos para Machu Picchu!

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O Museo Larco – Tesoros del antiguo Perú apresenta diversos objetos arqueológicos e a mais fina coleção de ouro e prata do antigo Peru, principalmente do Império Inca. Fundado em 1926, as incríveis galerias do museu estão expostas em ordem cronológica, informativa e fazendo um panorama incrível de 3.000 anos de história do Peru.  Merece destaque a coleção de arte erótica do museu, que apresenta cerâmicas que fazem referência a atos de acasalamento de animais e atos eróticos dos antigos povos do Peru.

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Museo-Larco-Tesoros-del-antiguo-Peru-Lima-Parte-EroticaAs obras de arte do Museo Larco foram exibidas nos mais famosos museus do mundo e são consideradas ícones da arte pré-colombiana mundial. Além disso, o museu  é um dos poucos no mundo que permitem com que os visitantes tenham acesso ao depósito e apreciem os 45.000 objetos arqueológicos devidamente classificados, proporcionando uma experiência única aos visitante!  Tudo isso faz com que o Museo Larco seja um dos atrativos turísticos mais visitados no Peru! Realmente o museu e as exposições são incríveis. Ficamos umas 3 horas no museu e só fomos embora porque estavamos com muita fome!

Museo Larco – Tesoros del antiguo Perú
Endereço:
Av. Bolívar, 1515 – Pueblo Libre (15 minutos de taxi de Miraflores – 20 soles = R$ 14,50)
Aberto todos os dias (incluindo feriados) das 9h às 18h.
Ingressos: Estudantes 15 soles (R$ 11) | Inteira: 30 soles (R$ 22)
Mais informações: www.museolarco.org  

Depois de visitar o Museu Larco fomos almoçar no restaurante Chifa próximo ao museu. O Chifa é um restaurante de comida chinesa trazida pelos imigrantes chineses e adaptado  ao paladar peruano.  Uma delícia e o preço é razoável!

Em seguida, fomos conhecer o Shopping Larcomar, um shopping a céu aberto construído bem na beira dos penhascos do litoral de Lima e portanto oferecem uma vista espetacular do Oceano Pacífico. É um local muito turístico e me lembrou muito o Pier 39 de San Francisco, Califórnia.  Há diversas opções de compras (lojas de souvenires, jóias, roupas, calçados, artesanatos, etc.), cultura e entretenimento como salas de cinema, teatro, museu, restaurantes (culinária peruana, internacional e fast-foods), cafés, boliches, bares e baladas. Gótica e Aura, duas das baladas mais famosas de Lima estão no Shopping Larcomar!

No caminho de volta do hostel passamos pela Sala Luis Miró Quesada Garland, uma sala de arte contemporânea onde estava rolando uma exposição super legal chamada “El Paraíso Del Diablo”, do pintor peruano Christian Bendayán. Clique aqui para ver o vídeo da exposição!

Obra de Christian Bendayan em sua exposição "El Paraíso Del Diablo". Foto: Murilo Mendes Thomaz

Obra de Christian Bendayan em sua exposição “El Paraíso Del Diablo”. Foto: Murilo Mendes Thomaz

A noite jogamos uma partida de Kings Cup com o pessoal do hostel e depois todos fomos na Aura, uma das casas noturnas mais famosas de Lima. A fila estava gigante e estava 100 soles (R$72) só para sorrir lá dentro. Nossa sorte foi que uma das gringas estava com um amigo chileno que tinha contatos lá e pagamos 25 soles (R$ 18) de entrada e sem pegar fila! A balada era grande, animada e além de reggaeton  tocava house, hip hop e até os sucessos de Michel Teló (Ai se eu te pego!), Gustavo Lima (Balada Boa), Latino (Vem Dançar Kuduro) hahaha! Por incrível que pareça estas músicas são as mais tocadas nas baladas latinas e a galera fica louca. De tão estranho chega a ser engraçado! A cerveja mexicana Corona custa 13 soles (R$ 9,50) e lá você encontra várias gringas e latinas “charmosas”.

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Aura Nightclub – Lima, Peru. Foto: Murilo Mendes Thomaz

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No próximo post irei falar sobre o nosso 4º dia, a viagem de Lima a Cusco, de ônibus, que  durou 25 horas em  vez de 22 🙂

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Lima: Centro Histórico e Ceviche de Pescado (1º DIA – 06/03/2012)

Lima-PeruLimaa capital do Peru tem aproximadamente 8,5 milhões de habitantes e além de ser a maior e mais importante cidade do Peru é a 5a cidade mais populosa da América Latina, onde 30% da população peruana residem em Lima e Região Metropolitana de Lima.  Está localizada na costa central do país, as margens do Oceano Pacífico e além de suas atrações como sítios arqueológicos, praças e parques, espaços culturais, museus e galerias de arte, a cidade também oferece muitas opções de bares, baladas, shoppings e restaurantes onde a culinária é fantástica.

Tudo isso contribui para que Lima seja cada vez mais reconhecida como um pólo regional quanto ao desenvolvimento das artes e a culinaría peruana (especialmente a de Lima) como uma das melhores do mundo! Dentre os principais pratos que experimentei durante a viagem estão o Ceviche (peixe cru marinado em suco de limão), Lomo Saltado (tirinhas de filé salteado com cebola e tomate), o Arroz com pollo y papas (arroz com frango e batata frita), Ají de Gallina (frango com molho apimentado acompanhado de arroz, ovos cozidos e batata), Chicharrones (porção de carne suína frita, tipo um torresmo) e os prato mais exóticos de todos, o Cuy (porquinho da índia assado) e Anticuchos (coração de boi). Além de preços acessíveis, todos eles são uma delícia e a gastronomia peruana realmente é sensacional!

Lima: Centro Histórico e Ceviche de Pescado  (DIA 1 – 06/03/2012)

Chegamos em Lima por volta de meia noite e apesar de ser MUITO barato andar de taxi em toda a América Latina em geral, por questões de segurança optamos por reservar um traslado oferecido pelo hostel que custou US$ 20 (os três). Nos hospedamos no Ekeko Hostel (Calle Garcia Calderon 274, Miraflores), um hostel aconchegante, bem localizado, com um clima bem familiar e o valor da diária em dormitório de 10 pessoas foi R$ 18. Recomendo!

Deixamos nossas malas, tomamos banho e fomos procurar alguma coisa pra comer.  Próximo ao hostel, caminhando 10 minutos pela Avenida Arequipa encontramos um lugar que tem um monte de barzinhos e restaurantes legais, em frente ao Parque Central de Miraflores e do Parque John F. Kennedy, dois parques muito charmosos. Tomamos uma cerveja local chamada Cristal, comemos Arroz com pollo y papas e Anticuchos (OBS.: os pratos no Peru costumam ser bem servidos e muitas vezes são suficientes para duas pessoas).

Depois de comer, voltamos para o Ekeko Hostel onde dormimos por algumas horas e logo cedo já tomamos café-da-manhã no hostel e fomos conhecer o Centro Histórico de Lima. Pegamos uma van na Av. Arequipa por 1,20 soles e descemos (bajamos) na Calle Tacna com a Calle Wilson, início do Centro Histórico. De início você já percebe o trânsito caótico de Lima e o mais interessante é que o transporte público da cidade é composto por ônibus, micro-ônibus e combis que passam gritando e “recolhendo” as pessoas na rua, tocando reggaeton super alto! Muito loco!

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Casas Coloniais no Centro Histórico de Lima, Peru.

Decidimos conhecer todo o Centro Histórico de Lima caminhando e apesar de termos pesquisado sobre alguns lugares, fomos conhecendo de acordo com que as praças, monumentos, parques e edifícios iam “surgindo”. Apresar de cansativo (caminhamos das 10h às 18h com pausa de 1 hora para almoçar), era uma supresa a cada esquina!

Logo que iniciamos nossa caminhada pelo Centro Histórico já vimos diversas casas coloniais com aqueles balcões/bancadas de madeiras entalhadas que datam da época republicana. Em seguida visitamos o Plaza de Armas, Palácio Del Govierno, Catedral Metropolitana, Prefeitura de Lima, Palácio Arzobispal, Casa de Literatura Peruana, Calle R. J. R. Ancash (bom para comprar artesanatos e souveniers), Iglesia y Convento San Francisco, Museo del Banco Central (muito interessante, entrada e tours guiados em Espanhol/Inglês grátis!), Palácio Torre Togle, Iglesia de San Pedro e depois de ver vários restaurantes, decidimos almoçar na Cevichería Heydi (Calle Puno, 371 entre Lampa e Azangaro), onde fomos super bem atendidos, comemos um Ceviche de Pescado delícioso que deu pra 4 pessoas, acompanhado de Inca Cola (um refrigerante super bom sabor Tutti Frutti) e Cusqueña (cerveja peruana). Comemos e bebemos super bem e a conta deu 14 soles para cada (R$ 10) e além de mim, o Lonely Planet também recomenda este restaurante em seu guia do Peru!

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Ceviche, prato típico peruano. Foto: Guilherme Mendes Thomaz

Após o almoço fomos conhecer a Plaza San Izidro, Palácio da Justiça, Parque de La Exposición, Estádio do Nacional, Mercado Central de Lima, Chinatown, Iglesia San Augustin e por fim o Santuário de Santa Rosa de Lima.

Nós não fizemos, mas outra opção interessante e que vale a pena fazer é o FREE WALKING TOUR OF CENTRAL LIMA, um walking tour grátis com guia local em Inglês que tem saídas diárias às 10h30 e 14h30 e tem duração de 2 horas. Clique aqui para maiores informações! 

Chegamos no hostel exaustos, tomamos banho, cerveja, jogamos Kings Cup com o pessoal do hostel e fomos dar uma descansada para o nosso segundo dia em Lima, que falarei no próximo post!

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