Copacabana, Bolívia: Lago Titicaca, Cerro do Calvário e Chicharrón de Trucha

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Av. Costanera, Copacabana. Foto: Guilherme M. Thomaz

Copacabana é a principal cidade do entorno do Lago Titicaca, na Bolívia. O Lago Titicaca que possui uma área de 8.549 km² e é o lago navegável mais alto do mundo,  a 3800 metros acima do nível do mar. A cidade esta localizada a 3.841 metros acima do nível do mar e a aproximadamente 155 quilômetros de La Paz. O nome deriva da expressão do dialeto Aymara, que significa “vista do lago”.

É estranho quando se houve falar na Copacabana Boliviana, mas o mais interessante é que foi a Copacabana da Bolívia que deu origem ao famoso bairro de Copacabana, no Rio de Janeiro. Nossa Senhora de Copacabana é a padroeira da Bolívia e no século XIX, uma réplica local da imagem de Nossa Senhora de Copacabana foi levada por ao Rio de Janeiro por comerciantes espanhóis e uma pequena igreja foi criada para abrigá-la. Esta igreja cresceu e acabou por nomear o atual bairro de Copacabana. Quem diria em…

Apesar de possuir alguns atrativos turísticos interessantes como a Igreja de Nossa Senhora de Copacabana (onde está uma das imagens mais cultuadas da Virgem Maria) e subir o Cerro Calvário, a cidade mais serve de apoio aos viajantes que vão conhecer as ruínas e as ilhas bolivianas no Titicaca e por isso é uma cidade mais cara. É daqui que saem os barcos para visitar a maravilhosa Isla del Sol, a ilha sagrada dos Incas.

Para chegarmos até Copacabana pegamos o trem em Águas Calientes às 15h20 da tarde anterior e chegando em Ollantaytambo pegamos um ônibus para Cusco que chegou às 19h. Às 22h pegamos o ônibus para Copacabana (fomos de Tranzela mas todas as empresas saem esse horário), que chega em Puno às 5h e precisa esperar na rodoviária até as 7h para pegar a conexão até Copacabana. Chegamos lá às 10h e como a cidade é pequena,  os ônibus chegam e partem da Praça Sucre, no “centro”. De lá fomos para o Bash & Crash Perla Del Lago Hotel (Calle 3 de Mayo y Calle Bolívar- Colquepata), localizado perto da Plaza Sucre e ótimo, mais parece um hotel. Os quartos eram limpos, confortáveis e o café-da-manhã é diferenciado! A diária em apartamento quadruplo com banheiro privativo saiu por 220 bolivianos (R$ 55). Na verdade o Perla Del Lago é um hotel, mas também usa a bandeira dos hostels Bash & Crash.

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Chicharrón de Trucha do KIOSKO #13 – Copacabana, Bolivia. Foto: Guilherme Mendes Thomaz

Deixamos nossas coisas e fomos dar uma volta na cidade e almoçar. A Rua 6 de Agosto oferece opções de hospedagem e restaurantes mas acabamos indo até a Av. Costanera e ficar de frente para o lago. Apesar da maioria dos restaurantes serem mais caros, há uns trailers bem na beira do lago que oferecem pratos, que para nossa surpresa, eram muito bons. Comemos um Chicharrón de Trucha com arroz y papas fritas (pra variar) no KIOSKO #13 FELY que estava uma delícia por apenas 20 bolivianos (R$ 5).  Recomendo muito!

Após o almoço, descansamos um pouco, compramos as passagens de barco pra Isla del Sol e para La Paz e em seguida fomos subir o Morro do Calvário. A subida dura 30 minutos e apesar de ser um pouco cansativa, o esforço vale a pena! Tem uma vista sensacional da cidade e do lago Titicaca. O azul da água se mistura com o azul do céu na imensidão e o pôr-do-sol é maravilhoso também. Vá bem agasalhado pois faz muito frio!

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Copacabana vista do Cerro Calvário. Foto: Guilherme Mendes Thomaz

No próximo post falarei sobre a Isla del Sol, a Ilha Sagrada dos Incas!

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Machu Picchu: a Cidade Perdida dos Incas

Machu Picchu, a Cidade Perdida dos Incas

Machu Picchu, a Cidade Perdida dos Incas.

Machu Picchu, a Cidade Perdida dos Incas, está localizada à aproximadamente 2.400 metros na Cordilheira dos Andes, no Peru, e por ser o principal legado do Império Inca, é um dos sítios arqueológicos mais famosos e um dos atrativos turísticos mais visitados do mundo. Em 1983, o Santuário Histórico de Machu Picchu foi declarado Patrimônio Cultural e Natural da Humanidade pela UNESCO e em 2007 foi eleito como umas das 7 Maravilhas do Mundo Moderno!

O DESCOBRIMENTO

Há muitas discussões e histórias sobre o descobrimento de Machu Picchu, porém, o atual Parque Arqueológico Nacional de Machu Picchu  foi (re)descoberto e apresentado ao mundo pelo historiador americano Hiram Bringman, em 24 de julho de 1911 (tarde né?). Guiado até o cume por um dos meninos das duas famílias de pastores que residiam no entorno do local, o historiador viu as construções arqueológicas cobertas pelo manto verde da vegetação tropical e em evidente estado de abandono há muitos séculos. Apenas 30% da cidade é de construção original, o restante foi (e está sendo) reconstruído.

HISTÓRIA

Pouco se sabe sobre a história do principal legado do Império Inca. Além de não haver relatos nas crônicas dos conquistadores espanhóis, as edificações de Machu Picchu estão intactas aos característicos atos de destruição realizado pelos espanhóis em outros locais sagrados, o que ressalta a teoria de que os espanhóis nunca a encontraram.  Há diversas teorias sobre a função de Machu Picchu, porém, a teoria mais recente, aceita e apresentada pelos guias afirma que foi um estado do famoso Imperador Inca Pachacuti (1438–1472) construído com o objetivo de supervisionar a economia das regiões conquistadas e com o propósito secreto de refugiar o soberano Inca em caso de ataque. A cidade foi planejada e construída estrategicamente no alto de uma montanha, cercada por outras montanhas (como Waynapicchu, a montanha que aparece atrás das ruínas nos cartões postais) e circundada pelo rio Urubamba. Machu Picchu foi também um grande centro de estudos, onde se ensinava Astronomia, Agronomia, Medicina, Arquitetura, entre outras atividades. Portanto, também é considerada a primeira Universidade das Américas.

Machu Picchu e Waynapicchu (ao fundo). Foto: Guilherme Mendes Thomaz

Machu Picchu e Waynapicchu (montanha ao fundo). Foto: Guilherme Mendes Thomaz

O complexo de Machu Picchu está claramente dividido em duas grandes zonas: a Zona Agrícola, formada por conjuntos de terraços de cultivo e recintos de armazenagem de alimentos (ao sul) e a Zona Urbana, onde viviam os ocupantes e onde se desenvolviam as principais atividades civis e religiosas, destacando as casas, templos, praças e a engenharia hidráulica do local.

Enfim, há muitas coisas interessantes em Machu Picchu, uma mais fascinante que a outra! Para ter ideia isso foi apenas uma pequena introdução perto da experiência e de tudo o que se aprende visitando esse lugar fascinante!

A EXPERIÊNCIA

Acordamos às 4h30, tomamos café da manhã e já saímos para poder pegar os ônibus que levam a Machu Picchu a cada 15 minutos à partir da 5h30 por U$ 17 (Ida e Volta)e dura 10 minutos. Acabamos pegando o ônibus só as 6h30 porque esquecemos de imprimir o ticket de Machu Picchu quando compramos e tivemos que encontrar um lugar para imprimir. As entradas para Macchu Picchu SÓ podem ser compradas antecipadamente pela Internet (http://www.machupicchu.gob.pe/) ou presencialmente nos escritórios do Ministerio de Cultura – Dirección Regional de Cultura de Cusco ou de Águas Calientes (Av. de la Cultura, 238 Condominio Huascar –  Cusco).  No próprio site há um alterta sobre a vendas de ingressos falsos em Cusco.

Entrada para subir até Waynapicchu. Apenas 400 pessoas por dia!

Entrada para subir até Waynapicchu. Apenas 400 pessoas por dia!

Há 4 tipos de ingressos: Machu Picchu (128 soles – R$ ); Machu Picchu – Museo (150 soles – R$ ); Machu Picchu – Waynapicchu (152 soles – R$), preços para ADULTOS EXTRANGEIROS. O ingresso Machu Picchu – Waynapicchu” é o único que da o direito de subir Waynapicchu (a montanha que aparece atrás das ruínas nos cartões postais) e são disponibilizados apenas 400 ingressos disponíveis por dia, divididos em 2 grupos: 200 pessoas das 7h às 8h e as outras 200 das 10h às 11h. Portanto, compre com certa antecedência se quiser subir Waynapicchu!

Como compramos o Machu Picchu – Waynapicchu das 7h, chegamos ao Parque Arqueológico Nacional de Machu Picchu  e fomos direto para a entrada de Waynapicchu. É bom chegar cedo para ser um dos primeiros a entrar e garantir os melhores lugares para curtir e observar Macchu Picchu lá de cima. A “escalada/trilha” até o topo dura de 1h a 2h e a altitude, a inclinação, quantidade de degraus e penhascos que requerem muita atenção, deixam a subida ainda mais emocionante e desafiadora. Mesmo sendo perigosa, pessoas de todas as idades inclusive um casal de argentinos se revezando para carregar a filha deles de uns 3 anos nas costas… Loucura? Irresponsabilidade? Incentivo? Seja o que for,  sorte dela de conhecer lugares incríveis assim tão cedo!

Fomos um dos primeiros a chegar ao topo de Waynapicchu e o fato de estar nublado e não conseguirmos ver nada primeiramente nos deixou frustrado mas ao mesmo tempo despertou uma ansiedade e uma expectativa muito grande. Pegamos uma das melhores pedras para sentar (a mesma pedra da escadinha de madeira) e a cada movimentação das nuvens era uma enorme expectativa de todos. Depois de muita movimentação, o tempo abriu e conseguimos ver Machu Picchu lá longe e foi uma sensação muito emocionante!

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Machu Picchu visto do topo da montanha de Waynapicchu. Foto: Guilherme Mendes Thomaz

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Nosso grupo de Machu Picchu.

Depois de curtir e tirarmos muitas fotos, descemos e aí sim fomos visitar Machu Picchu, de perto. Descendo Waynapicchu, chegamos a Macchu Picchu pela parte de trás e voltamos a entrada do parque para contratarmos um guia turístico. Estavamos em 8 pessoas e fechamos uma visita guiada de aproximadamente 3 horas, em espanhol, com um guia excelente por 100 soles (R$  ), muito barato! Caso esteja sozinho ou em um grupo pequeno, entre em outro ou forme um grupo! Sem as informações, curiosidades e conhecimentos que eles nos passou, Machu Picchu seria apenas pedras… Sério! Não deixe de contratar um guia!

Após o término do tour, por volta das 15h30 o parque já estava bem vazio pois os trens voltam a Ollantaytambo/Cusco neste horário. Como íamos pegar o trem apenas no dia seguinte, ficamos curtindo Machu Picchu e depois subimos até a Casa dos Guardiões. Ficamos sentados lá apreciando a paisagem até as 18h, hora que o parque fecha. Foi incrível passar 12 horas em Machu Picchu, mas de acordo com o nosso guia, isso não será mais possível, pois a partir de Julho de 2012 os visitantes poderão passar apenas 3 horas no Parque Arqueológico Nacional de Machu Picchu para reduzir os impactos causados pela atividade turística.

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Murilo e Pedro curtindo o fim de tarde em Machu Picchu. Foto: Guilherme Mendes Thomaz

No próximo post falarei sobre o nosso dia em Águas Calientes, volta a Cusco e ida a Copacabana, Bolívia! 

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Ollantaytambo, Vale Sagrado - Peru

Ruínas de Ollantaytambo, Vale Sagrado dos Incas.

Quando tinha acabado de dormir, logo depois meu irmão e o Gringo vieram me acordar para arrumar a mala e dar uma última volta em Cusco antes de irmos para Ollantaytambo pegar o trem para Águas Calientes (cidadezinha localizada aos pés de Machu Picchu) mas eu não tinha condições! Eles foram a Qorikancha – Templo del Sol e curtiram muito!

Depois de tomarmos uma Dieta de Pollo e comermos um Lomo Saltado deliciosos por 15 soles (R$11) na Calle Plateros, fomos para Ollantaytambo. Nós optamos por ir de taxi (120 soles – R$ 90) mas também da pra ir de van, ônibus ou a melhor opção de todas: comprar um tour pelo Vale Sagrado! O tour é a melhor opção pois além de ser praticamente o mesmo valor do taxi, há vários sítios arqueológicos no caminho que fazem parte do Boleto Turístico de Cusco, inclusive Ollantaytambo, que é uma das últimas, realmente vale a pena. Desta forma você paga o mesmo valor, vê as ruínas e fica em Ollantaytambo enquanto o grupo segue e volta para Cusco. De táxi nós fomos sem parar nas ruínas mas pelo menos deu pra ver as incríveis paisagens do Vale Sagrado!  Outra dica é comprar o trem de Ollantaytambo para Águas Callientes/Machu Picchu às 21h00 para poder aproveitar o dia em Ollantaytambo, que também vale muito a pena. Fui um dos lugares que eu mais gostei!

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Ruínas de Ollantaytambo, Peru. Foto: Murilo Mendes Thomaz

Ollantaytambo é um pueblo inca muito charmoso, localizado a 75 kilômetros de Cusco (1h30 – 2h de carro ou van) e a 2.792 metros acima do nível do mar. Devido a sua arquitetura inca original, o planejamento e a qualidade com que as pedras foram trabalhadas individualmente, Ollantaytambo é considerada uma obra monumental da arquitetura incaica sendo um dos complexos arquitetônicos mais monumentais, peculiares e surpreendentes do antigo Império Inca. Além do Templo do Sol, gigantescas formações rochosas e terraços, ruas retas e estreitas, muros altos, a característica das casas, pátios e da praça principal formam um verdadeiro legado histórico e cultural. Apesar de ser chamado “Fortaleza” devido a seus grandes muros e terraças, foi na verdade um complexo militar, religioso, administrativo e agrícola.

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Terrazas de Ollantaytambo, Peru. Foto: Guilherme Mendes Thomaz

Chegamos e fomos procurar algum lugar para deixar nossas mochilas grandes nos albergues, hotéis, restaurantes e lojas de artesanato e arte no entorno da Praça Central. Conseguimos deixar de graça no Hostal Kiswar Cafe e fomos visitar as duas ruínas de Ollantaytambo, que ambas exigem muito esforço dos atletas para escalar e subir os degraus. A vista da cidadezinha cercada pelas montanhas e um sol maravilhoso recompensam todo o esforço e proporcionam uma sensação indescritível!

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Vista de Ollantaytambo das ruínas. Foto: Guilherme Mendes Thomaz

Depois de visitar as ruínas, fomos a Feirinha de Artesanato. Os produtos são de boa qualidade e os valores são negociáveis, é só “pechinchar”. Compramos chompas (aquelas blusas típicas da América Latina feita de lã de alpaca) por 30 soles (R$ 22,50), cachecóis, chaveiros, etc. Em seguida jantamos no Hostal Kiswar Cafe para retribuir o favor das mochilas e fomos para a Estação de Trem de Ollantaytambo (localizada a 10 minutos caminhando) para pegarmos o trem da Peru Rail com destino a Águas Calientes às 21h. Foi esperando o trem que conhecemos o Gabriel, um brasileiro que estava viajando na “carreira solo” e como o roteiro dele era muito parecido com o nosso (principalmente com o meu), acabou sendo meu 3º companheiro de viagem e seguimos juntos até o Chile!

Águas Calientes ou Machupicchu Pueblo surgiu no ano de 1911, com o início da construção da ferrovia e 10 anos após o descobrimento de Machu Picchu em 1901, a cidade sagrada dos Incas. Águas Calientes é uma cidade pacata, charmosa e devido a sua proximidade de Machu Picchu, serve de apoio logístico e além de oferecer diversas opções de hostels, hotéis e restaurantes, possui bares, farmácias, Internet, casas de câmbio, caixas automático, posto policial e de saúde para casos de emergência. 

Por ser uma cidade cara comparada com as demais, muitas pessoas não pernoitam ou pernoitam apenas na noite anterior a Machu Picchu. Nós decidimos dormir lá por duas noites para poder pegar os ônibus que levam a Machu Picchu a cada 15 minutos à partir da 5h30 da manhã e visitar as ruínas bem cedo, antes do tumulto do final da manhã provocado pela chegada dos passageiros que desembarcam diariamente pelo trem. Além disso, aproveitamos o dia inteiro no Parque Arqueológico Nacional de Machu Picchu com tranquilidade, o que não é possível fazer normalmente pois o trem para voltar a Cusco normalmente sai bem no meio da tarde. 

Chegamos em Águas Calientes as 23h e fomos direto para o Hostel Terrazas del Inca (Calle Wiracocha M-18-4), que mais parecia um hotel. O café da manhã era excelente e servia suco, leite, ovo, salada de fruta, chá, pão e manteiga, os quartos eram limpos e confortáveis, sem contar que está localizado nas margens do Rio Urubamba e o barulho da água era muito agradável. A diária em apartamento triplo com banheiro privado foi 200 soles (R$ 128). Recomendo!

No próximo post falarei sobre o nosso dia em Machu Picchu!

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Em nosso 2º dia em Cusco acordamos e fomos conversar na agência do hostel para obter informações sobre o transporte até Machu Picchu porque apesar de ser baixa temporada, é recomendado comprar o ingresso e a passagem de trem de Ollantaytambo para Machu Picchu (Águas Callientes na verdade) antecipadamente. Falarei sobre os detalhes, valores e o acesso no próximo post, sobre Ollantaytambo, Águas Callientes e Machu Picchu! Depois de comprarmos as passagens de trem na Peru Rail, fomos a Plaza de Armas e em seguida fomos caminhando até uma parte super alta de Cusco que da pra ver a cidade inteira.

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Cusco, Peru. Foto: Murilo Mendes Thomaz

Caminhamos um pouco mais e chegamos até Saqsayhumán, uma ruína localizada a 2 km do Centro de Cusco. Apesar de não ser muito distante, o caminho é bem íngrime e um pouco cansativo. É incrível como as pedras gigantes dessa ruína foram encaixadas perfeitamente pelos Incas. Apesar de parecer e dizerem que esta ruína foi uma fortaleza inca, teorias atuais apresentam que Saqsayhumán foi um local sagrado dedicado ao culto do Deus-Sol e um centro astronômico.

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Ruínas de Saqsayhuamán – Cusco, Peru. Foto: Murilo Mendes Thomaz

A 1,5 km de Sacsayhuamán está Q’enqo, um complexo arqueológico onde se encontram mesas e altares que eram dedicados a rituais agrícolas. A 3 km de Qenqo está Pukapukara, ruínas de uma pequena fortaleza inca que conserva muros, corredores, salas, aquedutos e fontes. A 1 km de Puca Pucara você estará em Tambomachay – Baño del Inca, (que em quéchua, significa “lugar de descanso”) um santuário composto por terraços de pedra talhada por onde a água flui.

Para visitar estes lugares é necessário adquirir o Boleto Turístico de Cusco, que é vendido por 130 soles/R$ 96 (Inteira) e 70 soles/R$ 52 (Estudantes) e dá o direito de visitar por 10 dias, 16 atrativos turísticos, sítios arqueológicos e museus de Cusco. Além de Saqsayhuamán, Q’enqo, Pukapukara e Tambomachay você também poderá visitar: Moray, Ollantaytambo, Pisac, Chinchero, Tipón, Pikillacta, Museo de Sitio de Qoricancha, Museo Municipal de Arte Contemporáneo, Museo Histórico Regional,  Museo de Arte Popular, Monumento Pachacuteq e Centro Qosqo de Arte Nativo. Vale a pena comprar o Boleto Turístico porque sai mais barato do que pagar as entradas separadas!

No almoço fomos procurar um lugar para comer um prato típico peruano, porém muito exótico, o Cuy, conhecido no Brasil por Porquinho da Índia. Apesar de dar dó, estavamos muito curiosos para experimentar esse prato. Após pesquisarmos o preço e pedir indicações de restaurantes acabamos indo no El Meson (Calle San Juan de Dios, 105), um restaurante agradável, acessível e fica de frente para a Plaza de Armas. O garçom sugeriu e pedimos o Churrasco Inca, que vem carne de Alpaca, Cordeiro, Cuy (Porquinho da Índia), Pollo, Rés e Papas Fritas suficiente para 2 a 3 pessoas comerem, por 90 soles (R$ 67). Estava uma delícia e apesar do Cuy ter pouca carne, eu achei saborosa! (Animal protectors que me desculpem!)

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Delicioso Churrasco Inca do Restaurante El Meson: Cuy (Porquinho da Índia, Alpaca, Cordeiro, Pollo, Rés y Papas Fritas. Foto: Guilherme Mendes Thomaz

Após o almoço fomos comprar a nossa passagem de ônibus de Cusco para Copacabana, na Bolívia, que seria nosso próximo destino depois de Machu Picchu. Voltamos ao hostel, jogamos baralho e depois fomos em um bar chamado “El Viejo” (Calle Plateros) para tomar uma cerveja com o Noah, um amigo americano que eu havia coincidentemente encontrado na noite anterior, saindo do Mama África.

Foi nessa  última noite em Cusco é que infelizmente descobri os efeitos da altitude. No fim da tarde esfriou bastante e como eu só estava com uma blusa fina acabei ficando um pouco gripado. Na hora de dormir, meu peito estava doendo muito, estava com dificuldade pra respirar e minha cabeça parecia que ia explodia (não estava de ressaca). Depois de ficar tentando dormir até as 5h00 da manhã, decidi ir até a recepção do hostel e eles indicaram o Chá de Coca (a maioria dos hostels tem uma mesinha com água quente, folhas de coca e açúcar mascavo). Tomei uma xícara e já me senti tão bem que enquanto esperava para tomar outra cochilei no sofá do hostel. Acordei um tempinho depois, fui pra cama dormir!

No próximo post falarei sobre a nossa ida a Ollantaytambo, Águas Callientes e preparativos para Machu Picchu!

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Plaza de Armas – Cusco, Peru.

Cuscoestá situada no sudeste do Vale de Huatanay ou Vale Sagrado dos Incas, ao sul dos Andes peruanos, a 3.250 metros de altitude. É a primeira cidade turística do país e uma das mais importantes da América. Conhecida pelos incas como a “Cidade Sagrada”, Cusco foi a capital de um dos principais impérios pré-colombianos: o Tahuantinsuyo, mais conhecido como Império Inca. Cusco em Quechua significa “umbigo do mundo” devido ao fato da cidade controlar uma vasta rede de caminhos que uniam, na prática, toda a América do Sul, desde o sul da Colômbia até o norte da Argentina.

Em 1532, após a chegada dos espanhóis e o fim do império, o conquistador espanhol Francisco Pizarro invadiu, saqueou e destruiu a cidade com o objetivo de destruir a civilização inca e construir com suas pedras e tijolos as novas igrejas cristãs e demais edifícios administrativos dos dominadores.

Com aproximadamente 300.000 habitantes, atualmente é a capital do departamento de Cusco e da província de Cusco. Por toda a sua história, cultura, suas ruínas, construções e todos os demais atrativos turísticos histórico-culturais, Cusco é considerada a Capital Arqueológica da América Latina e Patrimônio Cultural do Mundo!

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Chegamos em Cusco às 16h (em vez de 11h), pegamos um taxi e fomos direto para o Ecopackers Hostel, o melhor hostel da viagem. O hostel fica bem próximo da Plaza de Armas, é gigantesco e além da excelente infra-estrutura, a equipe é muito atenciosa, organizada e os quartos são muito limpos, confortáveis e seguros. Ficamos hospedados em dormitórios de 18 pessoas por U$ 6,75 a diária com café da manhã! Os hostels em Cusco são famosos pelas festas e apesar de ter muitas áreas comuns e um bar, o Ecopackers estava bem tranquilo, pelo menos enquanto estavamos lá… uma pena!  Para quem busca um hostel festeiro, dizem que o The Point Hostel é um dos mais recomendados.

Mercado-San-Pedro-Cusco-Peru

Mercado San Pedro, Cusco.

Fizemos Check-in, deixamos nossas malas e fomos dar aquela volta de reconhecimento pela cidade. Passamos pela Igreja de Santa Teresa, Plaza e Convento San Francisco, Rua de Santa Clara e Convento de Santa Clara, Convento de São Pedro e o Mercado de San Pedro, onde há diversas barraquinhas vendendo desde artesanatos locais até frutas, lanches, sucos. Não somos nojentos mas infelizmente não tivemos coragem de comer nada servido por lá! Saindo do mercado passamos pela Rua Marques e pela Plaza y Convento La Merced.

Voltamos ao hostel e jantamos por lá mesmo. Comemos um “Churrasco” bem gostoso feito no restaurante do hostel que vinha Carne de Alpaca, Lingüiça, Carne de Rés, Pollo y Papas Fritas (pra variar), por 15 soles (R$11) e ficamos tomando cerveja até irmos para o Mama África (Portal de Panes, 109 Plaza de Armas), umas das baladas mais famosas de Cusco. O lugar é pequeno, agitado, toca de tudo, a cerveja custa 10 soles (R$ 7) e o melhor de tudo (depois das gringas é claro) é que não paga nada pra entrar!  Na saída encontrei (por acaso) o Noah, um amigo americano que eu não via e conversava fazia muito tempo e eu nem sabia que ele estava lá, foi incrível!

No próximo post falarei sobre o nosso segundo dia em Cusco!

Clique aqui e confira mais fotos do Centro Histórico de Cusco na página do I GET AROUND Travel Blog no Facebook !

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Em nosso último dia em Lima (infelizmente) arrumamos nossas coisas e fomos ao supermercado para comprar coisas pra comer durante a viagem de Lima a Cusco. Como não conseguimos nenhum vôo barato, o jeito foi ir de ônibus com a empresa Cruz Del Sur, que tem ônibus saindo diariamente às 14h do Terminal Cuz Del Sur em San Izidro ( 20 minutos de Taxi – 8 soles/R$ 6) e chegada em Cusco prevista par as 11h. As passagens custam 185 soles (R$ 137) e devem ser compradas com antecedência, por telefone ou pontos de venda da empresa. No nosso caso, compramos em um supermercado próximo ao Ekeko Hostel que aceitava cartão de crédito e dólares.

A viagem que era pra durar 22 horas, acabou durando 25 horas devido a uns deslizamentos na estrada.  O ônibus é muito confortável, tem serviço de bordo, comida, filmes, documentários e tem até Bingo! Além de todo esse entretenimento e conforto, as paisagens e praias no caminho fazem com que a viagem não seja tão cansativa. Logo depois de Lima, tem muitas praias desertas maravilhosas e deu muita vontade de descer e passar uns dias ali. Portanto, recomendo acrescentar uns dias em Lima para conhecer estas praias, deve valer muito a pena! Clique aqui e confira um excelente post sobre as praias próximas de Lima que encontrei no blog Cup Things!

Paisagem-Viagem-Lima-a-Cusco-onibus

Foto: Murilo Mendes Thomaz

Clique aqui e veja mais fotos das paisagens da viagem de Lima até Cusco. No próximo post falarei sobre a nossa chegada e o 1º dia em Cusco!

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Museo-Larco-Tesoros-del-antiguo-Peru-Lima

O Museo Larco – Tesoros del antiguo Perú apresenta diversos objetos arqueológicos e a mais fina coleção de ouro e prata do antigo Peru, principalmente do Império Inca. Fundado em 1926, as incríveis galerias do museu estão expostas em ordem cronológica, informativa e fazendo um panorama incrível de 3.000 anos de história do Peru.  Merece destaque a coleção de arte erótica do museu, que apresenta cerâmicas que fazem referência a atos de acasalamento de animais e atos eróticos dos antigos povos do Peru.

Museo-Larco-Tesoros-del-antiguo-Peru-Lima

Museo-Larco-Tesoros-del-antiguo-Peru-Lima-Parte-EroticaAs obras de arte do Museo Larco foram exibidas nos mais famosos museus do mundo e são consideradas ícones da arte pré-colombiana mundial. Além disso, o museu  é um dos poucos no mundo que permitem com que os visitantes tenham acesso ao depósito e apreciem os 45.000 objetos arqueológicos devidamente classificados, proporcionando uma experiência única aos visitante!  Tudo isso faz com que o Museo Larco seja um dos atrativos turísticos mais visitados no Peru! Realmente o museu e as exposições são incríveis. Ficamos umas 3 horas no museu e só fomos embora porque estavamos com muita fome!

Museo Larco – Tesoros del antiguo Perú
Endereço:
Av. Bolívar, 1515 – Pueblo Libre (15 minutos de taxi de Miraflores – 20 soles = R$ 14,50)
Aberto todos os dias (incluindo feriados) das 9h às 18h.
Ingressos: Estudantes 15 soles (R$ 11) | Inteira: 30 soles (R$ 22)
Mais informações: www.museolarco.org  

Depois de visitar o Museu Larco fomos almoçar no restaurante Chifa próximo ao museu. O Chifa é um restaurante de comida chinesa trazida pelos imigrantes chineses e adaptado  ao paladar peruano.  Uma delícia e o preço é razoável!

Em seguida, fomos conhecer o Shopping Larcomar, um shopping a céu aberto construído bem na beira dos penhascos do litoral de Lima e portanto oferecem uma vista espetacular do Oceano Pacífico. É um local muito turístico e me lembrou muito o Pier 39 de San Francisco, Califórnia.  Há diversas opções de compras (lojas de souvenires, jóias, roupas, calçados, artesanatos, etc.), cultura e entretenimento como salas de cinema, teatro, museu, restaurantes (culinária peruana, internacional e fast-foods), cafés, boliches, bares e baladas. Gótica e Aura, duas das baladas mais famosas de Lima estão no Shopping Larcomar!

No caminho de volta do hostel passamos pela Sala Luis Miró Quesada Garland, uma sala de arte contemporânea onde estava rolando uma exposição super legal chamada “El Paraíso Del Diablo”, do pintor peruano Christian Bendayán. Clique aqui para ver o vídeo da exposição!

Obra de Christian Bendayan em sua exposição "El Paraíso Del Diablo". Foto: Murilo Mendes Thomaz

Obra de Christian Bendayan em sua exposição “El Paraíso Del Diablo”. Foto: Murilo Mendes Thomaz

A noite jogamos uma partida de Kings Cup com o pessoal do hostel e depois todos fomos na Aura, uma das casas noturnas mais famosas de Lima. A fila estava gigante e estava 100 soles (R$72) só para sorrir lá dentro. Nossa sorte foi que uma das gringas estava com um amigo chileno que tinha contatos lá e pagamos 25 soles (R$ 18) de entrada e sem pegar fila! A balada era grande, animada e além de reggaeton  tocava house, hip hop e até os sucessos de Michel Teló (Ai se eu te pego!), Gustavo Lima (Balada Boa), Latino (Vem Dançar Kuduro) hahaha! Por incrível que pareça estas músicas são as mais tocadas nas baladas latinas e a galera fica louca. De tão estranho chega a ser engraçado! A cerveja mexicana Corona custa 13 soles (R$ 9,50) e lá você encontra várias gringas e latinas “charmosas”.

Aura-Nightclub-Lima-Peru

Aura Nightclub – Lima, Peru. Foto: Murilo Mendes Thomaz

Clique aqui e confira mais fotos do Museu Larco, Shopping Larcomar, Sala de Arte Contemporânea Luis Miró Quesada Garland e Aura na página do I GET AROUND Travel Blog no Facebook !

No próximo post irei falar sobre o nosso 4º dia, a viagem de Lima a Cusco, de ônibus, que  durou 25 horas em  vez de 22 🙂

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